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12/05/2017 05h55

Médico legista e sargento da PM são investigados em fraudes ao DPVAT

Já se encontram presos um médico legista da Polícia Civil aposentado e um sargento da Polícia Militar, ambos de Caratinga. Eles são acusados de participarem de uma organização criminosa que atua em fraudes ao DPVAT.

IPATINGA – Já se encontram presos um médico legista da Polícia Civil aposentado e um sargento da Polícia Militar, ambos de Caratinga. Eles são acusados de participarem de uma organização criminosa que atua em fraudes ao Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
Eles foram presos em mais uma fase da operação “Aranha do Deserto”, que desde o ano passado desmantela grupos organizados formado por médicos, advogados e despachantes com a finalidade de obterem vantagens financeiras mediante aos acidentes de trânsito. Conforme as apurações, os integrantes do grupo agravavam as lesões sofridas pelas vítimas de trânsito para que o valor recebido do seguro fosse maior. Com as novas prisões, sobe para 10 o número de pessoas denunciadas pelo Ministério Público.

O ESQUEMA
Durante as investigações – que começaram o ano passado – ficou constatado pelo menos 61 casos de fraudes ao seguro DPVAT. O Promotor de Justiça, que integra o Gaeco, Bruno Schiavo, explica que todos do grupo se conheciam, mas que cada um tinha uma participação diferente.
“O policial civil era um médico legista que atestava essas lesões. Segundo a denúncia, ele fazia parte do esquema já que todos os usuários do DPVAT passavam por ele. Esse médico agravava as lesões apresentadas pelos segurados. Já o policial militar, atuava como despachante e entrava em contato com as vítimas dos acidentes e recebia também uma parcela por esse serviço que claro, era completamente estranha à função que ele exercia”, detalhou.
O médico da PC está recolhido no 12º Departamento de Polícia Civil em Ipatinga, enquanto que o PM está acautelado no 11º Batalhão em Manhuaçu. O Gaeco não divulgou os nomes dos acusados. O legista vai responder pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, corrupção e crime organizado. O sargento só não foi denunciado pela prática da corrupção.

ADMINISTRATIVO
O comandante da 12ª Região da Polícia Militar com sede em Ipatinga, coronel Edvânio Carneiro informou que além de responder criminalmente pela conduta no esquema, o PM deverá sofrer sanções no âmbito militar. “Nós instauramos um procedimento administrativo que vai avaliar sobre a possibilidade de permanência dele ou não nas fileiras da Polícia Militar. E no momento ele está sendo preso porque paira sobre ele uma acusação muito grave”, pontuou.

INÍCIO

A operação “Aranha do Deserto” começou o ano passado, em Timóteo, no Vale do Aço, quando o Gaeco descobriu que três advogados e um médico procuravam pessoas envolvidas em acidentes de trânsito e cobravam de 30 a 50% do valor a ser recebido a fim de aumentar ilicitamente o valor do benefício.
Segundo as investigações, documentos eram fraudados para simular lesões inexistentes ou agravar as existentes. Segundo o delegado Gilmaro Alves, as pessoas detidas em Caratinga atuavam da mesma forma que as outras que se encontram presas. “Todas essas pessoas já denunciadas até se conheciam e pensamos, em curto lapso temporal, abranger mais as investigações em relação a outras pessoas ou até outros fatos”, disse o delegado.


ARANHA DO DESERTO

A operação denominada “Aranha do Deserto” faz alusão ao aracnídeo que habita em desertos escaldantes. O invertebrado cria um buraco no subsolo e só se aproxima do topo quando sente a presença de insetos e o captura. Se bem sucedida, a aranha não mata o inseto instantaneamente. Ela o deixa assando um pouco no sol, para depois alimentar-se.
“Neste contexto, entende-se que essas pessoas se faziam camuflar em meio da sociedade, mesmo porque, pasmem, elas tinham informações de dentro das próprias unidades hospitalares para que os integrantes do grupo pudessem procurar essas pessoas. Ou seja, os acusados se escondiam em meio à população e nas ocorrências, num claro objetivo de arrecadar dividendos”, esclareceu o delegado do Gaeco Gilmaro Alves

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