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19/12/2016 10h49

Medicina Hiperbárica no HMC garante recuperação mais rápida

Trata-se de uma modalidade de tratamento que consiste na oferta de oxigênio puro em um ambiente pressurizado a uma pressão acima da pressão atmosférica, habitualmente entre duas e três atmosferas

A médica Layla Mendes Faria Morais (à direita) e as enfermeiras Aline de Aquino Menezes e Lenise Moreira Machado integram a equipe de Medicina Hiperbárica do HMC

IPATINGA - Você sabia que o ar respirado também pode ser terapêutico? Isso é possível graças a Oxigenoterapia Hiperbárica. Trata-se de uma modalidade de tratamento que consiste na oferta de oxigênio puro em um ambiente pressurizado a uma pressão acima da pressão atmosférica, habitualmente entre duas e três atmosferas. Isso acelera o processo de cura, por meio do aumento da concentração de oxigênio circulante na corrente sanguínea e nos tecidos periféricos em até 20 vezes.

Na terapia hiperbárica, disponível desde 2015 no Hospital Márcio Cunha para beneficiários da Usisaúde e de diversos convênios, o paciente permanece dentro de uma câmara hermeticamente fechada, utilizando máscaras ou capuzes especiais. As sessões duram duas horas por dia, por um período que varia de acordo com a patologia. O tratamento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

SESSÕES
“O que interfere na quantidade de sessões é a patologia que estamos tratando e o estado de saúde do paciente. O paciente jovem que não tem nenhuma doença de base responde mais rapidamente ao tratamento. Vítimas de trauma e queimaduras, geralmente, são pessoas saudáveis e realizam menos sessões. Diferentemente de um paciente idoso com histórico de diabetes”, explica a médica otorrinolaringologista e hiperbarista Layla Mendes Faria Morais.

Segundo Samuel Torres da Silva, médico hiperbarista que também atua no serviço, a oxigenoterapia hiperbárica não só trata as feridas, como também previne complicações e amputações. “Quando o paciente tem uma lesão grave que pode levar a uma amputação, quanto mais cedo ele iniciar o tratamento, melhores serão os resultados obtidos. Isso evita, por exemplo, a amputação desse membro. E se, porventura, for uma lesão muito grave e precisar amputar, a oxigenoterapia hiperbárica vai acelerar a cicatrização, diminuir o risco de infecção e diminuir o tempo de internação deste paciente”, explica.

PACIENTES
Desde a inauguração do serviço, a equipe de Medicina Hiperbárica já atendeu 93 pacientes. Desse número, 81 finalizaram o tratamento com resolução completa do caso. Por ser um tratamento complementar, empregado juntamente com intervenções cirúrgicas, antibióticos, suportes nutricionais e curativos, a Medicina Hiperbárica tem interface com praticamente todas as áreas de atuação médica.

“O tratamento com a câmara hiperbárica é capaz de acelerar o processo de cicatrização. A hiperoxigenação dos tecidos ajuda a controlar infecções e melhora a penetração do antibiótico na ferida. Além disso, não há resistência bacteriana para o tratamento, diferente do tratamento com antibióticos”, resumem os especialistas.

SOLUÇÃO PARA A CURA
Elvira Nascimento, 46 anos, sofreu um acidente com motocicleta em março deste ano e teve quatro fraturas na perna. Em julho, após três meses aguardando a cicatrização natural das feridas pós-operatórias, foi encaminhada para a medicina hiperbárica. “Passei por uma cirurgia onde foram colocadas placas de fixação em minha perna. O médico disse que iriam demorar três meses para sarar, porque eram feridas de difícil cicatrização. Só que três meses depois isso não aconteceu. A ferida não cicatrizou e vim para a medicina hiperbárica”.

TEMPO DE TRATAMENTO
Elvira cita a importância de receber a indicação precoce e o trabalho multidisciplinar. “A medicina hiperbárica é muito eficiente e se fosse realizada em conjunto com as outras especialidades reduziria o tempo de tratamento do paciente e o resultado seria mais satisfatório. Não é um procedimento fácil. Você precisa de disponibilidade e paciência. Acredito que se eu tivesse sido indicada logo de início, poderia ter esse tempo reduzido”. Em outubro, Elvira completou 60 sessões de tratamento e comemora por ter recebido alta. “O tratamento aqui é diferenciado. Além de entender muito sobre feridas, há também o carinho e o cuidado. Enquanto a equipe de enfermagem estava trocando meu curativo e avaliando a ferida, eu senti a alegria delas em ver que estava curada. Dá para sentir que a equipe está torcendo por você e feliz por ver o resultado do trabalho delas”, conta.

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