Cidades

Vereadores usam tribuna para criticar segurança e governo

Reunião foi marcada por críticas à Prefeitura de Ipatinga e à segurança pública da cidade

 

IPATINGA – Durante reunião ordinária realizada na tarde de ontem (20), os vereadores da Câmara de Ipatinga aprovaram seis projetos de lei, dos quais cinco eram de autoria do Executivo. As matérias foram votadas em bloco e receberam doze votos favoráveis.
Entre os projetos de destaque, estava o de n° 02/12, que autoriza o ente municipal a participar de Consórcio público, e o de n° 15/12, que concedeu à Prefeitura uma suplementação de R$ 100 mil para a criação do Programa Projovem, realizado pelo município em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
De autoria do presidente da Câmara, vereador Nardyello Rocha (PSD), foi aprovado também o Projeto de Lei 01/2012, que institui o Estatuto do Pedestre em Ipatinga. Pela matéria, ficam estabelecidos direitos e deveres do pedestre no uso do espaço público.
Para o vereador, o objetivo maior do estatuto é a criação do Conselho Municipal do Pedestre e da Ouvidoria do Pedestre.
Conforme explica Nardyello, o Conselho terá caráter consultivo e fiscalizador, sendo composto por representantes do Legislativo e Executivo, representantes dos pedestres, das entidades representativas dos idosos e dos portadores de necessidades especiais.

TRIBUNA

Além dos projetos apreciados, os parlamentares usaram a tribuna para falar sobre vários assuntos. Agnaldo Bicalho (PT) comentou sobre a segurança pública. Ele disse que é o momento de aproveitar a onda de denúncias e cobrar explicações sobre os quatro adolescentes que estão sumidos no município, do menor que foi decapitado e teve sua cabeça jogada na casa de um policial em outra área da cidade, dentre outros casos, relembrou ele.
“Apenas nos primeiros meses do ano, já são quase 20 assassinatos em Ipatinga. Precisamos cobrar soluções. Aproveitar que a Polícia está sendo alvo de investigações e cobrar apurações desses casos, até mesmo para preservar os policiais de bem, porque no meio de toda essa falácia os bons ficam como ruins”, cobrou Agnaldo.

PROPAGANDA PARTIDÁRIA
Outra denúncia feita na Tribuna diz respeito ao material político partidário que está sendo disponibilizado nos postos de saúde. “Se amanhã o material estiver todo retirado das unidades de saúde, eu tenho fotos dos desmandos”, disse o vereador César Custódio (PT).
O governo municipal está usando o espaço público para fazer campanha do PPS, denunciou. Em órgão público, não há legalidade para propaganda político partidária.

EDUCAÇÃO
Segundo os parlamentares, a Prefeitura de Ipatinga recebeu verbas do Programa Federal Mais Educação e não está repassando às escolas. O programa tem por finalidade financiar aulas em tempo integral e, para isso, é necessário que o município arque com transporte e locação do local.
“Há professoras que estão sendo ameaçadas porque fizeram essa locação em nome de pessoa física e não conseguem pagar o aluguel porque a Prefeitura não repassa o valor. São pessoas de bem, que estão prejudicadas por mais desmandos do prefeito e sua equipe”, disse César Custódio, ex-PPS, hoje no PT.

César denuncia mau uso de carro doado para PC
Ipatinga
– O vereador César Custódio denunciou o mau uso de um veículo oficial do município, cuja placa é HMM 5151, doado por termo de celebração de contrato, quando o vereador Nilton Manoel (PMDB, hoje no PSD) era prefeito interino do município.
“O veículo foi doado à Polícia Civil para ser utilizado na Delegacia de Assistência ao Menor. Porém, está claro que ele nunca serviu para este fim. O Corolla acumula R$ 7 mil em multas nas cidades vizinhas de Coronel Fabriciano, Timóteo, uma multa na BR-381 e até mesmo na capital Belo Horizonte”, disse César.
De acordo com o vereador, são 15 multas em Fabriciano, oito em Timóteo e duas em Belo Horizonte. “A documentação está irregular desde 2010 e há indícios claros que para favorecer menores este veículo não está sendo utilizado”, questionou.
O parlamentar ainda lembrou que a doação do veículo atendia a um requerimento do vereador Nilson Lucas (PMDB), que tinha intenção de resolver problemas da Delegacia do Menor.
Em uso da Tribuna, Nilton Manoel exibiu cópia do contrato assinado por ele, quando prefeito, e afirmou que “no ato de doação o carro estava totalmente regular. Se há problemas, ocorreu após a celebração do contrato”, garante Nilton.


Em menos de um ano, veículo doado à Polícia Civil
já possui mais de R$ 7 mil em multas, denunciou vereador

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