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Vereador critica empréstimo de R$ 4 milhões para “embelezar” Prefeitura de Fabriciano

FABRICIANO – Num momento de crise como o enfrentado atualmente, em vez de investir em setores prioritários, como a saúde e a merenda escolar, o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius Bizarro (PSDB), quer gastar R$ 4 milhões para “embeleza” o prédio da Prefeitura Municipal. Esse é o valor do empréstimo que o prefeito pretende obter junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), e que ainda depende de aprovação da Câmara. A crítica é do vereador Marcos da Luz (PT).

PRIORIDADES
Como garantia de pagamento do empréstimo solicitado ao BDMG, Bizarro oferece recursos orçamentários do município relativos ao ICMS. “O município possui tantas outras prioridades, como a resolução de problemas no Hospital Municipal, ruas sem pavimentação, falta de remédios e exames nos postos de Saúde, servidores sem reajuste e merenda escolar de baixa qualidade, e o prefeito ainda insiste em reformar e embelezar o prédio da Prefeitura, pois quer luxo e conforto para o seu gabinete”, reagiu o vereador Marcos da Luz (PT).
“A cidade carece de muitos investimentos, principalmente na infraestrutura urbana, e as linhas de financiamento do BDMG poderiam ser utilizadas para obras nas partes altas e em áreas mais necessitadas, como escadarias, drenagens, calçamentos, muros de contenção, em vez do embelezamento do prédio da Prefeitura”, completa o vereador.

“EQUÍVOCOS”
Além de “absurdo”, o vereador denuncia que o Projeto de Lei 2.850/2017, que entraria em primeira votação na Câmara nesta quinta-feira, apresenta “equívocos de ordem técnica”, como a falta de informações sobre a taxa de juros paga, prazo de financiamento e de endividamento, além de não apresentar a proposta habilitada junto ao BMDG e a estimativa de impacto financeiro-orçamentário nos exercícios seguintes, conforme obriga da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Marcos da Luz reclama também que a Prefeitura de Fabriciano não ouviu a opinião da população sobre as pretensas obras de reforma no valor de R$ 4 milhões. “A cidade está suja, têm muitos moradores vivendo à custa de aluguel social, em situações de risco e vulnerabilidade, e com esse empréstimo poderão ser retirados ainda mais os recursos previstos para as áreas sociais”, critica.

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