Cidades

Usiminas realiza encontro entre os 7 Samurais e Grupo dos 10

Remanescentes do grupo original, que na verdade era composto por dez engenheiros e técnicos, nos anos 90


Os Sete Samurais – que na verdade eram 10 – durante visita ao Japão nos anos 50 para aprender o domínio
da produção de aço


IPATINGA – A Usiminas promove nesta terça-feira (6) um encontro entre os 7 Samurais, time de engenheiros que foi para o Japão conhecer técnicas de siderurgia, à época da implantação da empresa, e o Grupo dos 10, que tem o atual desafio de desenvolver e executar projetos para viabilizar a retomada da companhia. O encontro de gerações, que será realizado em Belo Horizonte, abre as homenagens do aniversário de 60 anos de fundação e de 54 anos de operação da companhia.

Para o presidente da Usiminas, Sergio Leite, a expectativa é que os resultados do Grupo dos 10 sejam tão relevantes para a história da companhia quanto foi a contribuição dos 7 Samurais. “O trabalho realizado pelos Samurais foi fundamental para a construção da Usiminas. Agora, o Grupo dos 10 tem o desafio e a oportunidade de também escrever seu nome na história da companhia”, afirmou.

APRENDIZADO
Em 1958, antes mesmo do início da operação da Usiminas, o grupo de engenheiros embarcou para o Japão para aprender com a experiência e o conhecimento dos sócios e parceiros da Nippon Steel. Apesar de serem chamados de 7 Samurais, a equipe era formada por dez profissionais, que foram batizados em alusão ao clássico filme do cineasta japonês Akira Kurosawa.

Inspirada na contribuição que eles deram para a construção da Usiminas, a diretoria criou no final de maio deste ano o Grupo dos 10. O novo time, formado seis décadas depois, composto por executivos de carreira de todas as vice-presidências, tem a missão de viabilizar o crescimento da empresa. O objetivo é apresentar soluções rápidas e eficazes para todas as áreas da companhia, focadas na redução de custos, aumento das vendas e retomada em escala da geração de resultados.

FRENTES
Atualmente, o Grupo dos 10 orienta ações para cinco frentes de trabalho: Projeto Ipatinga, Projeto Cubatão, Recursos Humanos, Contratos e Receitas.

Na Usina de Cubatão, em São Paulo, as ações visam desenvolver um novo modelo de negócio na unidade, tornando-a sustentável por meio da laminação de placas; Em Ipatinga, o esforço é para tornar a Usina mais eficiente e rentável, alcançando resultados ainda melhores; Na área de Recursos Humanos, o foco está na implantação de uma nova estrutura organizacional, mais enxuta e eficiente e em linha com a atual capacidade de produção da empresa, ajustada à demanda do mercado siderúrgico. Há também iniciativas para renegociação e revisão dos contratos da empresa e uma frente voltada para o aumento das receitas, por meio da otimização das práticas comerciais para a melhoria das margens.

PROJETOS
Definidos pelo Grupo dos 10 e chancelados pela diretoria da Usiminas – são executados em paralelo ao trabalho que está sendo realizado para fortalecer o caixa da companhia.
Em julho foi aprovado, por unanimidade, o aumento de capital da ordem de R$ 1 bilhão. A empresa atualmente promove, já em estágio avançado, um processo de renegociação de suas dívidas com as instituições financeiras credoras.

 

Sobre os 7 Samurais

Apesar de serem chamados de 7 Samurais, a equipe era formada por dez profissionais, que foram batizados em alusão ao clássico filme homônimo do cineasta japonês Akira Kurosawa. Eles participaram do programa de intercâmbio com engenheiros e técnicos da Nippon Steel e permaneceram no Japão por um ano. Ao retornarem, assumiram funções relevantes nas obras de construção da Usina de Ipatinga. Mais tarde, ocuparam cargos de liderança nos diversos setores da estrutura administrativa e operacional da empresa.

Os 7 Samurais da Usiminas foram Helder Parente Prudente (coqueria), João Geraldo Pessoa Evangelista (controle de qualidade), Álvaro Luiz Macedo de Andrade (instrumentação e combustão), Manoel Moacélio de Aguiar Mendes (sinterização), Antônio Pedrosa da Silva (laminação), Maurício de Mello (planejamento e controle de produção), Valério da Silva Fusaro (aciaria), José Barros Cota (altos-fornos), José Eulálio Pinto (manutenção eletromecânica) e Cássio Lanari Guatimosim (transporte e apoio à operação).

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