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UE anuncia sobretaxa para siderúrgicas do Vale do Aço

(DA REDAÇÃO) – Além da concorrência chinesa no mercado interno, as siderúrgicas brasileiras, entre as quais a Usiminas, de Ipatinga, e a Aperam, de Timóteo, poderão enfrentar problemas agora em países importadores da Europa. Isso porque a União Europeia (UE) decidiu sobretaxar o aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia, após queixa de siderúrgicas europeias de que o produto usado para construção e maquinários estava sendo vendido a preços excessivamente baixos.
Com a medida anunciada pela UE na primeira semana de outubro, as principais empresas brasileiras do setor – ArcelorMittal (João Monlevade) e Aperam (Timóteo), que também produzem na Europa, a Companhia Siderúrgica Nacional (Volta Redonda), Usiminas (Ipatinga) e Gerdau (Ouro Branco) – poderão ser obrigadas a pagar uma sobretaxa entre 53,4 e 63 euros por tonelada de aço laminado a quente exportado para a Europa.

MUDANÇAS NA USIMINAS
No caso da Usiminas, a retaliação da União Europeia junta-se a outra perda recente, a do seu gerente-geral de Engenharia de Manutenção, Alejandro Jacobsen. Oriundo da Ternium, principal acionista da empresas, ao lado da Nippon Steel, o profissional transferiu-se para a antiga CSA, adquirida recentemente pelo grupo ThyssenKrupp e rebatizada de Ternium.
Conforme a Usiminas, a saída de Jacobsen faz parte de um “processo natural de transição de impatriados”. Em contrapartida, a siderúrgica ipatinguense acertou a contratação de André Vitória, com passagem pela Diretoria de Riscos no grupo Pão de Açúcar, para a sua Gerência Geral de auditoria, cadeira que estava vaga havia mais de três meses.

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