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Sindipa e Caixa viabilizam imóveis para metalúrgicos

Metalúrgicos serão beneficiados com convênio assinado entre o Sindipa e a Caixa Econômica    (Crédito: Nadieli Sathler)

 

IPATINGA – O presidente licenciado do Sindipa, Luiz Carlos Miranda (PDT), formalizou na tarde de ontem (9) convênio do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida destinado a funcionários sindicalizados da Usiminas e empreiteiras.
O documento assinado em parceria com a Caixa Econômica, na ocasião representada por Luciano Simões, gerente da agência no bairro Horto, vai facilitar o acesso dos metalúrgicos ao financiamento imobiliário.
O primeiro lote de imóveis oferecidos à categoria é composto de 128 apartamentos do residencial San Ives, no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso. O empreendimento foi desenvolvido pela Construtora Moreira & Castro.
Miranda ressaltou que há 10 anos a diretoria do Sindipa tem sonhado com este projeto. São cerca de 4 mil famílias cadastradas no sindicato.
“Aluguel é jogar dinheiro fora. Todos sonham em investir em um imóvel. Vamos fazer com que os trabalhadores tenham condições favoráveis para a concretização deste sonho”, discursou.
O sindicalista também lembrou o alto déficit habitacional existente no município, cerca de 10 mil moradias. Por isso, ele prometeu não medir esforços para buscar terrenos para a construção de novas unidades.
“A Usiminas adquiriu muitas áreas quando anunciou sua expansão. Já que a nova usina virou pó, vamos conversar com a diretoria para doar um desses terrenos para construção de casas populares”, falou.

VALORES
De acordo com Luciano Simões, a intenção do agente bancário foi mediar a demanda existente da região com o mercado consumidor. O gerente da Caixa procurou a diretoria do Sindipa para unir construtores e possíveis clientes. “Não são vantagens. Os metalúrgicos que compareceram ao encontro passarão pela análise de renda de acordo com o valor do imóvel. Caso os critérios estipulados sejam positivos, aí sim haverá a aprovação”, explicou.
Luciano informou que o preço médio dos imóveis varia de R$ 90 mil a R$ 110 mil, e que nenhum deles ainda foi vendido. Ele esclareceu que os associados do sindicato têm preferência na aquisição das unidades desde que se enquadrem nas exigências do programa habitacional do Governo federal.

JUROS
O programa habitacional do governo federal usa recursos do FGTS com juros menores do que os ofertados com recursos da poupança. O preço máximo do imóvel a ser adquirido é R$ 130 mil. A renda mensal dos requerentes deve ser de até R$ 4,6 mil.
A média de juros, segundo renda mensal de até R$ 2.325, é 5% ao ano mais TR. Entre R$ 2.325,01 e R$ 2.790, é 6% ao ano mais TR. E entre R$ 2.790,01 e R$ 4.650, média de 8,16% ao ano mais TR.
Para quem ganha até R$ 2.790, há ainda subsídio do governo federal. O prazo para quitação vai até 30 anos e o financiamento pode ser de até 100% do valor do imóvel.

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