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Sérgio Leite destaca preocupação com vidas humanas e descarta risco de gases

IPATINGA – O presidente da Usiminas Sérgio Leite convocou coletiva de imprensa nesta sexta-feira para falar sobre a explosão no gasômetro da siderúrgica. Ele descartou qualquer risco de expansão de gases tóxicos e disse que ainda não é possível saber as causas nem conseqüências do acidente, assim como mensurar os prejuízos com a paralisação dos equipamentos e danos materiais. “No primeiro momento, nossa preocupação foi com as pessoas. Acompanhamos passo a passo o atendimento às vítimas, evacuamos a área do acidente e paralisamos a produção, que já está sendo retomada paulatinamente”, disse Leite. Durante toda a entrevista, ele enfatizou a preocupação com as vidas humanas e com os procedimentos de segurança. “Todas as vítimas, com ferimentos leves, foram prontamente atendidas pelo Hospital Márcio Cunha e a maioria já foi liberada e está em casa”, ressaltou. Segundo Leite foram atingidos 14 funcionários da Usiminas e 18 trabalhadores de empresas parceiras, nenhum em estado grave.

SOLIDARIEDADE

Sérgio Leite disse que estava em Belo Horizonte quando ficou sabendo da explosão no gasômetro, ocorrida exatamente às 12:42h. “Imediatamente todo o sistema de segurança de proteção foi acionado e iniciada a evacuação da Usina. O estrondo foi ouvido e a explosão foi vista em toda a cidade. Foi um incidente grave, mas todas as vítimas com ferimentos leves foram imediatamente socorridas. Passadas as primeiras horas e constatado que não houve vítimas fatais, começamos a nos preocupar com a retomada das operações”, disse.

Sérgio Leite agradeceu o apoio e solidariedade que recebeu dos poderes públicos, forças de segurança, Hospital Márcio Cunha, governos municipal e estadual, bombeiros, Ministério Público e de outras empresas que rapidamente se colocaram à disposição para ajudar no fosse preciso.

GASES

Os gases armazenados nos 4 gasômetros da companhia são gerados no processo de produção de siderúrgico e voltam a ser utilizados pelos altos-fornos e outros equipamentos. Embora não tenha arriscado qualquer análise sobre as causas do acidente, Sérgio Leite disse que a Usiminas atua seguindo as melhores práticas operacionais e de manutenção, sempre preocupado com as pessoas e com a segurança. “Tivemos preocupação com o impacto da explosão na cidade, mas não há risco para a população. Estamos aqui para trazer tranqüilidade e afirmo que este evento preocupou a todos, mas não há risco”, enfatizou. “Vamos analisar as causas da explosão e os resultados serão divulgados com transparência”, garantiu.

Questionado se ocorrências como essa não colocam em risco a vida das pessoas no entorno da Usina, em função da toxicidade dos gases armazenados, Leite disse que a explosão desta sexta-feira é totalmente anormal, mas a empresa adota protocolos de segurança e os riscos seriam mínimos. Sérgio Leite disse que a Usiminas segue padrões rigorosos de manutenção preventiva, adotando normas nacionais e internacionais. Ele admitiu que um dos gases, o LDG, tem certo grau de toxicidade e que o seu vazamento é praticamente impossível. “Mas, se ocorresse, teríamos condições de paralisar equipamentos, fazer a selagem e evitar sua propagação. Primeiro, monitoramos; depois, fazemos a contenção. No caso de hoje, a área foi totalmente isolada e os valores de toxicidade detectados foram inifitamente baixos”, disse.

RETOMADA

Após a explosão de hoje e a paralisação da produção, a Usiminas retomou já no final da tarde o despacho de produtos, a operação da Unigal, galvanização e laminação. “Ainda não temos previsão para a retomada da operação plena”, adiantou o presidente da Usiminas, uma vez que os altos-fornos, diretamente ligados aos gasômetros, foram abafados e demoram mais tempo para serem reacendidos.

Sobre eventuais prejuízos da companhia, Sérgio Leite disse que ainda não foi possível mensurá-los. “Vamos trabalhar para recuperar a perda de produção. Quanto aos prejuízos materiais, ainda não temos como avaliar”, disse, adiantando que a partir deste sábado fará uma série de reuniões com os diretores da Usina em Ipatinga para avaliar a situação.

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