Cidades

Rede Local atenderá vítimas de violência

Secretário de Saúde discutiu o atendimento com Conselho Tutelar, Conselho da Mulher, Conselho da Criança e outras entidades

 

TIMÓTEO – O secretário municipal de Saúde de Timóteo, Fabiano Moreira da Silva, se reuniu nessa quinta-feira (1º) com representantes do Conselho Tutelar, Conselho da Mulher, Conselho da Criança e Adolescente, CRAS, CREIAS, Centro de Saúde João Otávio, Programa DST/Aids e Polícia Militar, para oficializar a implantação de uma Rede Local de Atendimento às vítimas de violência física e sexual. Durante o encontro, foi criado um fluxograma especificando os locais onde as vítimas devem procurar ajuda e ações a serem tomadas a partir do momento em que a violência é registrada em um destes setores.
“A violência, principalmente a sexual, é complexa e demanda ações da família, da sociedade, de órgãos governamentais e não governamentais, sendo necessária uma atuação em Rede”, alerta o secretário. Ele explica que o município não tinha um fluxo claro de abordagem às mulheres e adolescentes vítimas de violência e que a ausência dessa Rede, bem estabelecida, impedia os registros. “A falta de registros não significa que não haja casos. O crime ocorre, mas na maioria das vezes as pessoas não sabem a quem recorrer ou têm medo de se exporem. Com a elaboração desse fluxo vamos implantar em Timóteo uma Rede segura e eficiente de assistência e proteção a essas vítimas”, afirma Fabiano.
Ficou definido no fluxograma que os Conselhos Tutelar, da Mulher, da Criança e Adolescente, do Idoso, o CRAS, o CREIAS, as Unidades Básicas de Saúde, o Hospital Vital Brazil e o Ministério Público serão portas de entrada secundárias onde as denúncias podem ser feitas. A vítima que for atendida nestes locais será encaminhada para o Centro de Saúde João Otávio, no bairro Olaria, que será a porta de entrada central, onde ela receberá atendimento médico, realizará exames e fará o procedimento de profilaxia, que é a ingestão de medicamentos que podem evitar doenças sexualmente transmissíveis e até uma gravidez indesejada.

SIGILO GARANTIDO
Fabiano ressalta que a Polícia Militar será um braço importante dessa rede de atenção e proteção à violência, pois todos os casos deverão ser registrados em Boletim de Ocorrência. “De acordo com o Código Penal Brasileiro, que sofreu algumas alterações, a partir de agora o registro de um crime sexual na polícia independe da vontade da vítima. Antes o crime de estupro tratava-se de uma ação privada. Mas agora as autoridades de saúde, ao tomarem conhecimento do fato, devem comunicar imediatamente à Polícia Militar”, explica o subtenente da Polícia Militar, Manoel de Oliveira Assis Brandão. O policial afirma que tudo é feito de forma sigilosa, tanto para a vítima, quanto para o denunciante.
Segundo o secretário de saúde, o próximo passo será apresentar o fluxograma da Rede a todos os envolvidos no processo, que deverá acontecer até o final do mês de março. Ele informou que o trabalho da rede será divulgado também na comunidade, para que a população tenha conhecimento desse amparo que o município estará oferecendo.
“Não se pode avaliar a eficácia das políticas públicas somente com ações assistencialistas. É preciso valorizar aquilo que o poder público promove para proteger a integridade da sociedade. A implantação dessa Rede bem elaborada é um grande avanço da saúde no Município”, encerra Fabiano Moreira.

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