Policia

Rapaz preso por tráfico diz que foi vítima de “armação”

Ramon frisa ainda que sempre foi uma pessoa de bem e que nunca se envolveu em atividades ilícitas

 

FABRICIANO – O ex-gerente da Unidade de Saúde do bairro JK, em Coronel Fabriciano, Ramon Miranda Amaral, preso pela Polícia Civil do município no dia 2 de julho de 2011, disse em declaração ao DIÁRIO POPULAR que foi uma das vítimas de “armação” da PC. Ramon contou que na época chegou a depor na Corregedoria Geral de Polícia depois que o órgão recebeu denúncia de que o delegado Regional João Xingó tinha interesse em sua prisão por pura “perseguição” e fez várias ligações para o Delegado de Coronel Fabriciano, Gustavo Cecílio, que resultaram em sua prisão por 15 dias. Ramon alega que além de ter sido preso injustamente como traficante, foi execrado publicamente, perdeu o emprego e a noiva. “Fui do céu ao inferno da noite para o dia. Diante da gravidade dos fatos, da pressão social e da intensidade da divulgação do episódio na mídia regional, ela chegou a pensar que eu era mesmo traficante”, disse Ramon.
Ele contou que na época havia iniciado as articulações políticas para lançar sua candidatura a vereador em Fabriciano, mas enfrentou a resistência de pessoas ligadas ao delegado João Xingó. Daí, para se tornar “bode expiatório” de um crime que não cometeu, foi apenas uma questão de tempo e oportunidade. “Quando a polícia prendeu A.B., acusado de tráfico porque foi pego vendendo cafeína, tentaram me associar a ele. Para isso utilizaram uma gravação telefônica de uma conversa minha com A., que era balconista de farmácia, me pedindo uma receita médica de remédio que foi aviado no estabelecimento. Nos autos também juntaram receitas médicas apreendidas na Unidade de Saúde, dizendo que eu as havia falsificado e carimbado. Posteriormente, a própria médica reconheceu que a assinatura e o carimbo eram dela e eram verdadeiros. De posse destas informações, fui transformado em abominável traficante”, relata Ramon Amaral.
Ele lembra ainda que 30 dias depois que a polícia grampeou seu telefone, foi expedido o mandado de prisão. “Só no quinto pedido, a juíza concedeu o mandado, porque as denúncias contra mim não tinham consistência, como ficou comprovado depois”, arremata.
Ramon frisa ainda que sempre foi uma pessoa de bem e que nunca se envolveu em atividades ilícitas. “Se eu fosse uma pessoa problemática, sem respaldo social, um bandido em que tentaram me transformar, não teria conseguido um abaixo–assinado com 5 mil assinaturas pedindo a minha soltura”, recorda.

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