Policia

Quarentena em Ceresp é suspensa

Agentes penitenciários usando máscaras para se proteger: contágio foi descartado após exames     (Crédito:Gizelle Ferreira)

 

IPATINGA – As visitas no Centro de Remanejamento de Presos de Ipatinga (Ceresp) já estão liberadas. Segundo a nota divulgada nesta quinta-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga, após estudos feitos no local e amostras de tecidos colhidos nos corpos das detentas que foram a óbito, não foi identificado nenhum risco de transmissão da doença por contato entre os presos.
Também foi descartado definitivamente qualquer risco para a população. Segundo a Secretaria, foi identificado que a doença misteriosa que matou duas detentas e contaminou outras foi causada “por uma infecção bacteriana entérica de transmissão hídrica ou alimentar”. A secretaria afirmou ainda que nenhum preso do sexo masculino apresentou os sintomas e que todas as outras detentas internadas no Hospital Municipal evoluiram bem ao tratamento com antibióticos.

O CASO
O Ceresp de Ipatinga entrou em quarentena depois que duas detentas da cela feminina morreram vítimas de uma doença de causa indeterminada, e outras 18 ficaram internadas, entre elas dois agentes penitenciários apresentando cefaleia, dores musculares, febre e vômito.
O primeiro caso, o de Aline Soares, 19 anos, foi atendido no Hospital Municipal de Ipatinga no dia 8 deste mês, tendo evoluído para óbito. No dia 10, Dandara Maiara, 19 anos, foi levada com os mesmos sintomas e morreu no dia seguinte.
Por causa da suspeita de surto de doença desconhecida com risco de contágio dentro e fora da unidade prisional, a Secretaria de Estado de Saúde decidiu colocar toda a unidade prisional em quarentena. Durante a investigação dos casos e da situação epidemiológica ficou constatado que as detentas que faleceram já chegaram ao Hospital Municipal de Ipatinga com quadro clínico bastante avançado, possivelmente devido à evolução rápida da doença, o que segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura teria dificultado a resposta ao tratamento. Outras seis mulheres da mesma cela também apresentaram quadro clínico semelhante ao de Aline e Dandara e foram rapidamente medicadas com antibióticos, respondendo bem ao tratamento.

RESULTADO
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde, os resultados dos exames laboratoriais devem sair em no máximo 30 dias. Ainda segundo a assessoria, o diagnóstico da doença desconhecida deve ser avisado primeiramente às famílias das detentas que faleceram e em seguida para a Secretaria de Saúde Municipal de Ipatinga.

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