Policia

PM discute segurança pública

Lojistas e PM ainda cobram melhor eficiência na operacionalização das Câmeras do Olho Vivo

 

IPATINGA – Segurança Pública. Este foi o tema de um encontro realizado na Associação Comercial de Ipatinga (Aciapi), na manhã desta terça-feira (8). O encontro reuniu lojistas, Polícia Militar e dirigentes da Aciapi.
A promessa de uma reunião com os comerciantes já havia sido feita pelo comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Francisco Assis, depois que lojistas do bairro Cidade Nobre começaram a trabalhar com as portas fechadas. O comportamento foi registrado pela reportagem, dias depois de a localidade ter sido palco de uma tentativa de assalto em uma loja na avenida Carlos Chagas, que terminou na morte de um dos assaltantes.
Para o policial, a reunião é o primeiro elo entre a Polícia Militar e comerciantes, a fim de buscar soluções conjuntas. E ainda segundo o PM, a urgência continua sendo a criação do Centro de Internação para Adolescentes Infratores (CIA).
Há pelo menos 10 anos fala-se na construção de uma unidade para os menores na região. Vários locais foram cogitados e depois rejeitados. Agora, discute-se a implantação de CIA provisório. Dois locais já foram mencionados. O primeiro seria na rua José Boy Rossi, ao lado do prédio da Prefeitura Municipal de Ipatinga, que já foi descartado. Outro, porém, foi apontado: a Comunidade Terapêutica Rios de Água Viva, ao lado da Delegacia Regional, no Centro da cidade. “A gente acredita que num primeiro momento esse CIA provisório seja a solução para conter os crimes praticados por adolescentes”, disse o comandante, acrescentando que enquanto não for definido o local para o Centro provisório, é preciso analisar outros ambientes que possam atender à necessidade da região. “Ainda não se chegou a um consens, e é um assunto que precisa ser retomado”, afirmou o comandante.
“Várias reuniões já foram feitas junto ao governo e nenhum acordo concreto foi definido. O que se pode esperar daqui pra frente é que o CIA seja objeto de promessas durante as eleições de 2012, já que há anos os políticos prometem trazê-lo para o Vale do Aço”, alertou.
Maria Zilda é proprietária de uma loja no bairro Cidade Nobre. Ela já foi assaltada por adolescentes, em fevereiro deste ano. “Infelizmente, estamos vivendo uma onde de assaltos e arrombamentos noturnos no Cidade Nobre. E somente com uma ação conjunta acredito que seja possível amenizar a situação de insegurança para todos nós, não só comerciantes”, diz.
O presidente da Associação Comercial de Ipatinga, Gustavo de Souza, atribui grande parte do problema de violência ao poder público municipal de Ipatinga, que até hoje faz “vista grossa” à instalação de um CIA provisório. “Sem esse CIA provisório nós vamos continuar tendo essa situação alarmante aí”, disse.

Olho Vivo perdeu qualidade, diz PM
Ipatinga
– Outro assunto apontado durante a reunião foi a eficiência das Câmeras do Olho Vivo. Na opinião do comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, Tenente Coronel Francisco Assis, apesar do monitoramento ter contribuído para a redução da criminalidade na área central de Ipatinga, ele considera que houve uma queda da qualidade dos serviços depois que foi feita a substituição das pessoas que faziam o monitoramento. “O Olho Vivo continua atuante, mas a intenção é otimizar a utilização deste recurso no sentido de ampliar os resultados”, considera.
O presidente da Associação Comercial de Ipatinga, Gustavo de Souza, endossa a opinião do comandante em relação ao monitoramento do Olho Vivo. Em sua opinião, a vigilância piorou. “Hoje nós temos pessoas que não fizeram treinamento, e principalmente nós não vemos pessoas com interesse”, pontua.

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