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PCB organiza protesto pela reabertura do Restaurante Popular

Manifestantes na porta do Popular: pequena adesão       (Fotos: André Almeida)

IPATINGA – Representantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), União da Juventude Comunista (UJC) e da Unidade Classista, corrente sindical formada por militantes do partido, promoveram na tarde deste sábado (16) uma manifestação em frente ao Restaurante Popular, no Centro da cidade, contra o fechamento do local, o que já dura quase três meses.

De acordo com Rair Anício, do PCB, o objetivo é cobrar das autoridades respostas para o fechamento do restaurante. Ele citou como exemplo algumas questões: “o restaurante tem dívidas para pagar? De quanto é essa dívida? Quais fornecedores precisam ser pagos? Quando vão ser pagos? Quando que vai ser reaberto esse restaurante? E essa reforma quanto tempo vai durar? O que vai ser necessário para reabrir esse restaurante?”. Na quinta-feira (14), a Prefeitura de Ipatinga detalhou o que precisa ser reformado no imóvel e o custo das intervenções, orçadas em R$ 490 mil. A PMI também informou que a dívida com o fornecedor está em torno de R$ 535 mil.

A divulgação da manifestação foi feita durante três semanas, quando os organizadores passaram pelas principais ruas e avenidas da cidade anunciando o evento. O convite para participação foi feito especialmente no Centro da cidade, uma vez que era grande o volume de comerciários do bairro no Restaurante.

O protesto, no entanto, não obteve adesão. Apenas os membros das entidades organizadoras e alguns poucos populares compareceram. Uma delas foi Maiki Martins, operadora de caixa em uma ótica do Centro, que se viu prejudicada desde o fechamento do Restaurante Popular. “Ficou muito ruim. Eu gasto muito mais. O restaurante faz muita falta. Todo dia eu compro comida e está saindo muito mais caro para mim”, afirmou ela, que mora no bairro Bethânia e não tem como se deslocar para casa durante o almoço.

Além do retorno do Restaurante, Maiki espera ainda uma melhora dos serviços prestados no local. “Eu gostava da comida daqui, mas eu acho que tem que melhorar o atendimento, porque eu tenho só uma hora e meia de almoço e ficava praticamente todo o tempo na fila”, reclamou.

REFORMA
O Restaurante Popular de Ipatinga foi fechado no dia 26 de novembro do ano passado, ainda durante a gestão do ex-prefeito Robson Gomes (PPS), sob a alegação de que seria reformado. As obras, no entanto, não foram iniciadas até o momento e o local tem sido usado como dormitório de moradores de rua e abrigo de lixo. O teto da portaria começou a desabar, pichações foram feitas nas paredes e até mesmo sinais de fogo estão presentes.

Na última quinta-feira (14), a Prefeitura Municipal anunciou que o Restaurante não possui condições de funcionar sem uma reforma, pois apresenta falhas nas instalações hidráulicas e elétricas, aparelhos quebrados e a ausência de equipamentos de segurança e iluminação adequada. O levantamento foi feito após uma vistoria da Secretaria Municipal de Obras no local ser feita na quarta-feira (13). O custo para a reforma está avaliado em R$ 490 mil e ainda não existe data para início das obras. O Executivo afirma apenas que elas serão feitas o mais breve possível.

Além dos problemas físicos, existe ainda uma dívida do Restaurante no valor de R$ 535 mil com a principal fornecedora: a Caipa e, segundo a Prefeitura, o convênio com o Programa de Aquisição de Alimentos, do governo Federal, também deixou de ser renovado pelo Governo Robson.
O movimento deste sábado foi o primeiro realizado pelo grupo, mas os organizadores prometem continuar acompanhando os prazos e cobrar do Governo Municipal sobre o processo de reabertura do Restaurante Popular.

 


“O restaurante faz muita falta. Todo o dia eu estou comprando comida. Gasto R$ 140 por mês, sendo que
antes, com R$ 10, eu almoçava a semana toda no Restaurante Popular. O que sobra do salário eu gasto todo
com comida. O Restaurante foi a melhor coisa que aconteceu para quem trabalha no Centro, então por que fechar?”

Maiki Martins, operadora de caixa

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