Policia

PC desarticula comércio de drogas no Planalto

“Isso aí (maconha) é para eu não ficar indo na boca”, disse o acusado, afirmando que é apenas usuário   (Crédito: Gizelle Ferreira)

 

IPATINGA – A Polícia Civil de Ipatinga prendeu na tarde de ontem (28), Criston John Silva, 19 anos. Ele é acusado de tráfico de drogas no bairro Planalto. Depois de um mês de monitoramento, a PC conseguiu prender o acusado.
Com ele, foram apreendidos 100 gramas de maconha, R$ 6,2 mil em dinheiro, uma balança de precisão e um carregador de pistola 380. O delegado responsável pela operação, Tiago Alves, disse que denúncias anônimas deram conta de que no local havia uma certa movimentação. Daí os investigadores montaram campana para prender o acusado.
O suspeito só foi abordado depois que ele saiu de casa. Em seguida, os policiais civis entraram na residência, deram busca e encontraram a droga. “É uma investigação de 30 dias e existem outros meios de comprovar que ele realmente está traficando drogas”, disse o delegado, acrescentando que mesmo a droga ser em pouca quantidade, ela pode ser vendida para bastantes usuários de droga. O acusado ainda não possuía passagem pela polícia.

EMPRÉSTIMO
O dinheiro foi encontrado em um par de tênis. No entanto, Criston nega todas as acusações e diz que é apenas usuário de drogas. Sobre a proveniência dos R$ 6,2 mil, o rapaz contou que o pai dele pediu um empréstimo no banco. “O dinheiro é do meu pai, tem como provar. Ele foi ao banco ontem (terça), fez um empréstimo de R$ 8 mil e pegou parte do dinheiro para construir com a outra família. Eu moro sozinho”, conta.
Questionado por que esconder o dinheiro no tênis, o rapaz respondeu: “eu saio de casa, e a minha porta dos fundos é estourada. Escondi para ninguém achar”, afirma.

VÍCIO
Criston disse que é usuário de drogas há vários anos. Na delegacia, ele ainda questionou à polícia onde estariam os cachimbos que foram pegos na casa dele. Ele relata que fuma cerca de 20 gramas por dia de maconha e explica que a quantidade apreendida em sua casa é para fazer estoque. “Isso aí é para eu não ficar indo na boca. Dá pra eu fumar uns dois meses seguidos. Ainda foram apreendidos dois cachimbos”, conta.
Ainda na tarde de ontem, o rapaz preso estava à espera do pai, que segundo ele, iria levar o extrato bancário que comprovaria a origem do dinheiro.

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