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Ordem de prisão de Lula por Moro confirma tese de perseguição política

A ordem de prisão do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro confirma a tese de perseguição política ao ex-presidente Lula. Definitivamente, não é o problema da corrupção que está em questão e nem nunca esteve neste julgamento farsesco.
Esta é a primeira vez na história da República que um ex-presidente é submetido a este tipo de tratamento pelo Poder Judiciário. A prisão política “automática” de Lula, a exemplo das que eram perpetradas pelo regime de exceção da ditadura militar, embora tenha sido explicitada nos votos de alguns ministros no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem, foi decidida pela presidente da Suprema Corte Carmem Lucia, cujo voto a favor da prisão após condenação em segunda instância consagrou a ordem expedida hoje por Sérgio Moro. O juiz do TRF-4 não esperou sequer os embargos do embargos para fazer o que pretendia desde o início do processo do triplex do Guarujá, pelo qual Lula foi condenado sem provas.
No caso, é interessante observar a rapidez das decisões contra o ex-presidente, que permeiam todo o processo desde as oitivas, análise das alegações da defesa e condenação. Sem dúvida, deixam antever que é preciso tirar Lula rapidamente do cenário, seja para evitar uma radicalização das manifestações fascistas que já chegaram aos tiros ou para tirá-lo do páreo da disputa presidencial, deixando a avenida livre para o crescimento do fascismo (tão bem representado pelo juiz de Curitiba), do ódio, do rancor e da violência. A prisão de Lula parece ser a solução para pacificar o País, quando, na verdade quem defende a posse de armas, a violência, o preconceito e toda sorte de violação de direitos humanos, como se isso fosse normal, é outro pré-candidato
A ordem de prisão, espetáculo que já toma conta de corações e mentes pelos botecos do País com opiniões fomentadas pela Rede Globo, portanto, de níveis rasteiros, como as que virão depois deste artigo, também consolida o golpe que destituiu Dilma Rousseff. E mais, confirma o golpe que vendeu o pré-sal às multinacionais Exxon e Shell (de novo o petróleo). Observe-se que a exploração do pré-sal foi uma coisa inventada nos governos do PT para garantir a suficiência energética do País no setor de petróleo e gás. Confirma o golpe que eliminou as conquistas sociais, os direitos humanos, o Bolsa-Família, os direitos trabalhistas, os investimentos em educação, o Mais Médicos, etc.
Em nenhum momento da história nacional se submeteu um presidente ou ex-presidente da República a uma prisão, num processo viciado, conduzido por um juiz de segunda instância (no Paraná, longe de onde Lula morou e construiu sua vida política e pessoal), com tanta rapidez. Ora, ainda que a lei seja para todos – e a lei no Brasil tem sido muito relativa para todos – tem algo de estranho nisso. Certamente, é preciso um distanciamento histórico para que uma análise melhor do caso venha à tona, mas aí será tarde demais para se lançar mão da presunção da inocência, tarde demais para que valha a Constituição e seu preceito de que ninguém é culpado até prova em contrário, será tarde demais para reparar as injustiças cometidas.
Que venha o depois, que no Brasil tem sido sempre pior. É o que querem alguns brasileiros, imbecilizados pela Rede Globo e pelo ódio cego do bolsonarismo.
Salve Mandela! Salve Lula!

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