Cidades

Novo prefeito do Naque encontra sucata e dívida

NAQUE – O cidadão do Naque que necessita de utilizar os serviços da Prefeitura Municipal, ao chegar à porta do Executivo, já se depara com uma placa: “Fechado temporariamente, agradecemos a compreensão”.
No final da tarde da última sexta-feira, Hélio Pinto de Carvalho (PSDB) esteve reunido com sua equipe de serviço para acelerar o atendimento ao público. “Infelizmente, ainda não tenho uma data para abrir as portas da prefeitura. Mas estamos trabalhando para o mais rápido possível conseguir colocar a casa em ordem”, declarou o prefeito.

Devido ao excesso de serviço e reuniões, o secretário de Obras do município, José Ferreira, foi responsável por levar a reportagem no barracão de obras da prefeitura. “É uma vergonha a situação que os veículos estão. Principalmente os veículos ligados à saúde, não têm como sair do lugar”, relatou Ferreira, apontando um Fiat Uno branco que estava abandonado no canto do estacionamento.

Ele frisou que a falta de responsabilidade e zelo das pessoas com o patrimônio público é algo assustador. “Queria muito saber se as pessoas que utilizaram estes carros, e os destruíram, fariam algo parecido em seus veículos”, desabafou. Com vasta experiência na política do Naque, o secretário ainda não sabe contabilizar o prejuízo financeiro que a prefeitura tem.

Ferreira destaca que mesmo diante das situações encontradas na prefeitura de Naque, ele confia que sua equipe fará um bom governo. “Infelizmente você sonha em fazer muita coisa pela cidade que você ama. Mas na hora que você entra na prefeitura e vê uma bagunça desta, fica uma revolta. Vamos dar a volta por cima e fazer uma boa administração em Naque”, finalizou.

Antes de encerrar a reportagem, o prefeito Hélio de Carvalho foi informado pela sua chefe de gabinete que sua equipe de contabilidade havia descoberto mais um dívida de aproximadamente R$ 400 mil. “Ainda não dá para fazer um balanço, mas foi deixada uma herança de dívida para nossa administração”, finalizou.    (Sérgio Barboza)


José Ferreira, secretário de Obras, disse que a situação é vergonhosa

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