Cidades

Moradores do Limoeiro fazem protesto na PMT

Os moradores reclamam da falta de infraestrutura com a qual convivem há duas décadas


TIMÓTEO
– Os jardins externos da Prefeitura de Timóteo viraram um grande acampamento. Neste domingo (2), dezenas de moradores de uma antiga ocupação do bairro Limoeiro improvisaram um acampamento na porta do paço municipal para protestar contra a falta de infraestrutura do local que ocupam há aproximadamente duas décadas.

Essa é a segunda mobilização dos moradores da ocupação do Limoeiro. Na primeira, na semana passada, eles paralisaram o trânsito naquela região, com piquetes e queima de pneus. O alvo central do protesto, a exemplo de agora, é o atual governo municipal, acusado de omissão diante do problema.

Aparecida de Souza, moradora da ocupação do Limoeiro há 11 anos, disse que a mobilização é um protesto contra a falta de água na comunidade, que já dura quase duas semanas. Até então, o abastecimento era feito por um caminhão pipa da Prefeitura de Timóteo, mas o atendimento foi suspenso por causa do atraso de pagamento dos motoristas que prestam serviços ao município, os chamados “carreteiros”.

Entre os acampados nos jardins da PMT também estão famílias que foram retiradas de áreas de risco e vivem em imóveis alugados pelo município. Nesse caso, o problema é a falta de pagamento dos aluguéis e ameaça de despejo das famílias.

“OMISSÃO”
A moradora da ocupação do Limoeiro criticou também a “omissão” do governo municipal. Ela disse que o atual prefeito, procurado pela comunidade, alegou que não sabia do problema, e prometeu que o abastecimento de água seria normalizado nesta segunda-feira (3), o que não havia acontecido até o início da tarde.

“Já é a segunda vez, em pouco tempo, que ficamos sem nem uma gota de água, para nada. Meses atrás, o prefeito disse que não tinha compromisso com os moradores da ocupação, depois conversamos com um dos seus assessores, mas nada foi resolvido. Depois disso, o prefeito ainda alegou que não sabia do problema. Na verdade, todo mundo sabe que estamos vivendo sem água, sem coleta de lixo, em total abandono”, contou Aparecida de Souza.

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