Cultura

Montagem aborda crises e transformação do ser humano

IPATINGA – Identidade é o tema que permeia o espetáculo da Hagios Cia, “Não Estou Mais Aqui”, em cartaz no dia 20 de janeiro, às 10h, no Teatro Zélia Olguim. A montagem aborda a transformação constante do ser humano, suas crises de identidade e a construção de si mesmo a partir daquilo que se experimenta no dia a dia. O trabalho usa signos durante o espetáculo que fortalecem seus conceitos; um exemplo é o uso do segmento musical Glitch – que são músicas produzidas a partir de erros digitais, eletrônicos, analógicos, com padrões rítmicos ou ruídos gerais, vocais picotados, entre outros efeitos e barulhos interessantes –, elemento que compõe justamente a ideia de crise.
Além de ter a co-produção do ENARTCi, o trabalho da Hagios recebe o apoio do Seminaluz – Seminário de Iluminação Cênica do Vale do Aço.
O espetáculo tem a classificação livre e as entradas podem ser adquiridas a R$ 8 (para ingressos antecipados), disponíveis nos quiosques instalados na Consul do Bairro Cariru, Shopping do Vale e Praça 1º de Maio, no Centro. Para mais informações basta entrar em contato pelo telefone 31 3822-3031 ou os sites www.sinparc.com.br ou www.institutoculturalusiminas.com.

A HAGIOS CIA

A companhia, nascida no final de 2007 e composta por Douglas Evangelista, Glauce Mara, Gledson Pagung, Railon Assis e Sínthia Oliveira, traz uma proposta estética de muitas faces, buscando explorar as infinitas possibilidades do corpo e da alma, num mergulho na historicidade, subjetividade e no abstrato humano.
Teve seu primeiro espetáculo em dezembro de 2008 no Teatro João Paulo II, na cidade de Coronel Fabriciano, intitulado ‘Anatomia’, o qual explora temas relacionados à vida humana desde seu início intra-uterino até a morte.
Em 2009 estreou seu segundo trabalho ‘Passagem’. Uma extensão do ‘Anatomia’, dando enfoque na morte, nas diversas questões levantadas através de uma pesquisa bibliográfica e seminários realizados nos quatro primeiros meses do ano. No mesmo ano, a companhia foi contemplada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura com o projeto ‘Bio(coreo)grafia: escritas do eu, do outro, escritas da vida’ com o tema: A memória impressa no corpo – uma história. Transformar essa história em algo legível, fazendo da memória, do tempo e do espaço um jogo cênico. Um passado no corpo que se transfigura em um futuro na cena.
Em 2010 realizou uma montagem intitulada ‘No Homem Perfeito Se Encontra Defeito’, propondo reflexões através da dança contemporânea com influência de diversas técnicas da cultura urbana, sobre o homem contemporâneo, seus medos, conceitos e preconceitos, sua organização em sociedade e o impacto de suas ações. Ainda em 2010, a companhia foi co-produzida pelo Enartci – Encontro de Dança Contemporânea de Ipatinga, evento consolidado no circuito de dança brasileira, organizado pelo grupo HIBRIDUS e patrocinado pela USIMINAS através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Essa co-produção gerou um espetáculo intitulado ‘Não estou mais aqui’ e um Diário de Bordo – que compartilha com o público as vivências dos bailarinos no momento de construção desse espetáculo.
Em 2011, a companhia foi contemplada novamente com a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Ipatinga/MG, com o projeto ‘Ebulição’, propondo uma investigação e imersão na história da cidade de Ipatinga, desenvolvendo uma pesquisa bibliográfica, um vídeo-dança/documentário, um espetáculo de dança e a veiculação de toda essa obra através de um caderno acompanhado de DVD.

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