Cidades

Minas tem saldo positivo de 22.674 postos de trabalho

Em março, indústria de transformação em Minas gerou 38.509 novos postos de trabalho  (Crédito: Divulgação)

 

BH – Segundo lugar no ranking nacional: essa é colocação de Minas Gerais em relação aos números de admitidos e desligados relativos ao mês de março, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo os dados federais, o Estado admitiu 220 mil trabalhadores, enquanto o número de desligamentos foi de 197.326, o que apresenta um saldo positivo de 22.674 vagas criadas e preenchidas durante o mês, ou 11,7% de todas as contratações registradas no Brasil (1.881.127) durante o período.
O setor de serviços foi o principal destaque, responsável por 75.064 admissões em todo o Estado, seguido pelo setor de comércio, que contratou 48.143 trabalhadores; indústria da transformação (38.509); e construção civil (38.171).
De acordo com o coordenador do Observatório do Trabalho da Secretaria de Estado de Trabalho (SETE), Igor Coura, o setor de serviços cresceu bastante e se destacou por contratar o maior número de funcionários como primeiro emprego. “É importante agora que esse setor se ajuste para qualificar bem os funcionários que estão em seu primeiro emprego, porque será um dos que mais receberão os impactos da Copa do Mundo nos próximos anos”, afirma. Ainda segundo os dados do Caged, cerca de 28 mil trabalhadores foram contratados durante o mês de março como primeiro emprego.
Em relação às regiões que foram responsáveis pelo saldo positivo, a que mais contratou em março foi a Central, com 106.078, seguida do Triângulo Mineiro (24.216) e Sul de Minas (23.452). Em comparação com o mês de março do ano passado, a Zona da Mata foi quem teve o melhor desempenho, com 29,1%, e o Vale do Rio Doce, com 26,30%.

NO PAÍS
O Brasil gerou no mês de março 111.746 empregos formais, segundo dados do Caged. O saldo foi resultado de 1,88 milhão de admissões e 1,76 milhão de demissões. Na comparação com o mês de fevereiro, houve uma redução no saldo de empregos de 25,8%. Na comparação com março de 2011, houve uma elevação de 20,5%.
No recorte geográfico, quase todas as grandes regiões expandiram o nível de emprego. A exceção ficou por conta do Nordeste que, por motivos sazonais ligados às atividades sucroalcooleiras, apresentou queda de 32.830 postos. Por outro lado, verificou-se o seguinte comportamento: Sudeste (+86.083 postos), Sul (+41.477 postos), Centro-Oeste (+16.764 postos) e Norte (+252 postos).

 

Número de micro e pequenas empresas abertas cresce 700%
BH
– Nos últimos cinco anos, o número de micro e pequenas empresas abertas em Minas Gerais aumentou 787%. Os dados são referentes a mais de 559 mil Micro e Pequenas Empresas (MPE) ativas na Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), que em parceria com o Sebrae-MG fizeram um levantamento sobre o perfil do empresário e o tempo de existência da empresa.
De acordo com o estudo, em 2007 eram aproximadamente 20 mil MPE em Minas. Em 2011, esse número subiu para mais de 130 mil. “Uma das justificativas para este aumento pode ser o crescimento da economia brasileira nos últimos anos. Os estímulos da Lei Geral às MPE e as facilidades e vantagens da formalização com a criação do Empreendedor Individual também devem ser considerados no surgimento dos novos empreendimentos de pequeno porte”, explica o analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG, Luander Falcão.
Em relação ao perfil das MPE, nota-se que 37% dos estabelecimentos são comandados por mulheres, grande parte com idade entre 30 a 49 anos. O setor de comércio é o que concentra mais da metade do número de MPE abertas, 52%, seguida por serviços (28%), indústria (16%) e construção civil (4%). “A pesquisa apresenta dados que nos ajudam a compreender o comportamento e a evolução das micro e pequenas empresas no Estado de Minas Gerais”, afirma Ângela Pace, presidente da Jucemg.
Quarenta e três por cento das MPE têm mais de 5 anos de mercado. Dessas, a maioria é do setor de comércio, ao todo, 143,7 mil das MPE. As atividades que apresentaram o maior número de MPE com este tempo de mercado são comércio varejista de vestuário, alimentos, ferragens e material de construção, restaurante e comércio de peças e acessórios para veículos.

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