Policia

Mãe consegue exumação de restos mortais de filho

A mãe Derci Gomes e o filho adolescente Charles, que estava enterrado como indigente havia cinco meses

 

CARATINGA – Após cinco meses, uma mãe conseguiu na justiça o traslado dos restos mortais de seu filho, que foi enterrado como indigente em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A exumação ocorreu ontem e um novo sepultamento ocorreu ainda nesta terça-feira (14) em Bom Jesus do Galho.
Em fevereiro deste ano, Derci Gomes da Costa, 39 anos, procurou a redação do DIÁRIO POPULAR, e relatou o drama. O filho dela, Charles Adriano Gomes, 16 anos, foi assassinado em outubro do ano passado na cidade de Justinópolis e enterrado sem identificação em Ribeirão das Neves.
Derci contou que só ficou sabendo que seu filho estava morto por meio de uma impressão digital, depois de procurar por ele na Delegacia de Pessoas Desaparecidas, em Belo Horizonte. Além da tristeza de lidar com a morte do filho, a mãe ainda teve que lutar para que o corpo dele pudesse ser exumado.
Mas Derci não conseguia a certidão de óbito, documento que permitiria a exumação dos restos mortais do adolescente. “A justiça ainda errou o nome do meu filho no documento. Esse foi o maior entrave para conseguir a remoção. Se não tivesse sido isso, eu já teria conseguido o traslado há mais tempo. Foi muito angustiante toda essa luta”, desabafa a mãe.

DIA DAS MÃES

A notícia de que a exumação e o traslado dos restos mortais de Charles poderia ser feito chegou um dia antes do Dia das Mães. Derci não viu isso como um presente, mas se sente aliviada por estar de certa forma mais perto de seu filho. “Ele queria ser enterrado em Bom Jesus do Galho. Sempre falava isso. Agora, estamos mais perto dele de alguma forma, e o melhor: ele está enterrado dignamente e com o nome correto. Acho que qualquer mãe faria isso no meu lugar”, diz aliviada. Charles é mais um dos muitos adolescentes vítima das drogas. Apesar de a mãe possuir condições financeiras para ajudá-lo, ele não queria ser internado e também não conseguiu em tempo, na justiça, a internação compulsória do adolescente. No início de 2011, Charles decidiu ir embora para Belo Horizonte em companhia de “amigos”. Ele morreu alvejado por tiros.

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