Policia

Justiça condena 13 pessoas envolvidas na Operação Cachoeira

TIMÓTEO – Foram condenados 13 das 17 pessoas indiciadas pela Polícia Civil de Timóteo, por tráfico de drogas, associação ao tráfico, corrupção de menores e falsificação de documentos. Os envolvidos fizeram parte das investigações denominada Operação Cachoeira. O inquérito foi concluído em fevereiro de 2013. Dos 13 condenados na operação, dois continuam foragidos. Um deles é Rafael Lagares, que é apontado pela polícia como um dos chefes da quadrilha. Além de Lagares, a polícia também procura por Vivianderson Silveira Rodrigues.
O inquérito policial, um calhamaço de aproximadamente 1.500 páginas, foi remetido ao Ministério Público, e traz em detalhes um forte esquema de tráfico de drogas no distrito de Cachoeira do Vale. As investigações duraram cerca de seis meses. No período de monitoramento, os policiais civis conseguiram também identificar uma ramificação da quadrilha nos bairros Ana Rita, em Timóteo, e Giovanini, em Coronel Fabriciano.

CONDENAÇÃO
Rafael Lagares considerado um dos chefes da quadrilha foi condenado por 12 anos detenção em regime inicialmente fechado. Erick da Silva Viana também foi condenado a 12 anos de reclusão.
Já os condenados Henrique Martins Tavares, Deividson Martins Tavares, Guilherme Costa Alves, Rafael Figueiredo, Istamiro Santos Batista, Fredman da Silva, Vivianderson Silveira Rodrigues, Ariabe Caputo Siqueira e Moises Soares Lagares receberam a condenação de 10 anos de prisão em regime fechado. Italo Hiago de Oliveira foi condenado a 4 anos de reclusão. E por último, M.M.L. foi condenado a pagamento de pena comunitária.

ORGANOGRAMA
Para entender melhor o esquema do tráfico, o delegado Gilmaro Alves, responsável pelas investigações e conclusão do inquérito, elaborou um organograma com as fotos dos principais envolvidos no esquema.
Na ponta do organograma, está Rafael Lagares Soares, o “Rafa”, principal fornecedor de entorpecentes. As investigações apontaram que ele fornecia as drogas para Erick da Silva Viana, o “Guga”, considerado como chefe da quadrilha.
Este, por sua vez, repassava os entorpecentes para Rafael Figueiredo Junior, o “Bill”, responsável pela comercialização e “correria” (distribuição) das drogas. A polícia descobriu que Erick possui um alto padrão de vida, resultado do tráfico de drogas. Para controlar os “negócios”, “Guga” tinha como braço direito, Guilherme Costa Alves, responsável por guardar as drogas e aliciar menores que serviam de “espiões” do tráfico, também responsáveis por assumir a propriedade dos entorpecentes caso o esquema fosse descoberto. Erick ainda possuía uma extensa lista de revendedores, que aparecem ao final do organograma.
Além dos principais “cabeças” da quadrilha, segundo a polícia, outros suspeitos como Deivdson Bruno, Henrique Martins e Vivianderson Silveiro Rodrigues, possuíam relação direta com “Guga” e “Rafa”, mas preferiam comercializar diretamente os entorpecentes sem criar vínculo com outros revendedores.

OPERAÇÃO
Depois de investigações, a Polícia Civil realizou uma operação no dia 17 de janeiro. Na ocasião, nove pessoas foram presas, entre elas “Guga” e seu braço direito, Guilherme da Costa Alves. Uma mulher, acusada de ser integrante da quadrilha, foi presa em um hospital enquanto visitava a mãe doente.
Foram apreendidas 19 pedras de crack, doze porções de maconha, aproximadamente R$ 800 em dinheiro, uma arma, vários celulares e um cofre encontrado na casa de Rafael Lagares, considerado foragido da justiça.

FORAGIDOS
Rafael Lagares Soares, o “Rafa”, 29 anos, é procurado pela polícia. Ele já foi preso pelo mesmo crime em 30 de abril de 2009. Na ocasião, foram apreendidos com ele cerca de quatro quilos de pasta base de cocaína prontos para o consumo, localizados no guarda-roupas de sua residência, no bairro Ideal, em Ipatinga.

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