Policia

Julgamento de ipabense é adiado

IPABA – O julgamento do ibapense José Carlos de Oliveira Coutinho, de 35 anos, envolvido no assassinato de uma família brasileira no estado do Nebraska, nos Estados Unidos, foi adiado para setembro. Valdeir Gonçalves dos Santos, 31 anos, também acusado de participar do crime, aguarda sessão na corte. Originalmente, o julgamento estava marcado para abril deste ano. No entanto, trocas de acusações entre Valdeir e Coutinho sobre quem teria sido o mandante do crime têm dificultado os trabalhos da justiça americana.
Além deles, outro ipabense, Elias Lourenço Batista, é acusado de envolvimento no crime. Mas ele foi deportado há mais de seis meses para o Brasil. Na época, os promotores tinham decidido suspender as acusações contra o brasileiro por falta de provas. 
Valdeir só confessou o crime depois que a esposa dele prestou depoimento à polícia americana e disse que o marido havia lhe contado sobre sua participação pelo telefone. Ele teria feito um acordo com a promotoria para testemunhar contra os dois acusados, José Oliveira Coutinho e Elias Lourenço Batista, em troca de uma possível redução na pena.
Valdeir contou que os três mataram Vanderlei Szczepanik a pauladas e depois enforcaram a mulher e o menino, antes de jogar os corpos no rio. Os autores ainda rasgaram o abdômen das vítimas para que não boiassem no rio.

ENTENDA O CASO
Christopher, de sete anos, o pai dele Vanderlei, 43 anos, e a mãe Jaqueline Szczepanik, 44 anos, desapareceram em dezembro de 2009. Vanderlei reformava imóveis e tinha funcionários brasileiros. Valdeir era um dos empregados da vítima.
Ainda de acordo com a polícia, Valdeir contou que ele e outros dois brasileiros – José Oliveira Coutinho e Elias Batista – mataram Vanderlei a pauladas e enforcaram Jaqueline e o menino Christopher. Depois, jogaram os corpos no rio.
Pelo acordo feito com a justiça americana, o pedreiro Valdeir não poderá ser condenado à morte. Como confessou o crime e delatou os dois parceiros, ele poderá ser condenado a no máximo 20 anos de prisão, sendo que com a metade do tempo da pena tem o direito de ser posto em liberdade condicional.
Os promotores querem que José Oliveira Coutinho seja condenado à prisão perpétua ou receba a pena de morte.
A filha da família morta nos Estados Unidos, Tatiane Klein, conversou com a reportagem do DIÁRIO POPULAR. Ela vive com marido e filho em solo americano desde que a família foi morta e busca justiça. “Eu já me coloquei à disposição da justiça americana para irmos ao Brasil, apresentar as provas e tentar a extradição do Elias, já que ele é acusado de matar uma família de brasileiros”, disse.
A promotoria americana tem um mandado de prisão contra Elias por homicídio, mas somente um entendimento entre os dois governos (americano e brasileiro) poderá fazer com que o acusado retorne ao país americano.

CORPOS
O caso não está encerrado. Os corpos de Vanderlei e Jaqueline continuam desaparecidos. Em outubro do ano passado, mergulhadores retiraram do fundo do rio Missouri a ossada de uma criança. Exames de DNA confirmaram que era de Christopher.

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