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Governo não flexibilizará arrocho fiscal, diz ministro

Agência Brasil

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse ontem (24) que o governo está convicto da importância das medidas do ajuste fiscal e que o país depende da aprovação dos cortes para retomar o crescimento. Segundo Mercadante, o Congresso Nacional é um poder independente e vai votar as medidas como “achar que deve”, mas o governo não voltará atrás nas propostas.

Entre as medidas do ajuste fiscal que dependem de aprovação do Congresso, estão as medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que restringem o acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas e o projeto de lei que altera as alíquotas e reduz as desonerações da folha de pagamento.

Renan garante que Legislativo não vai abrir mão de intervir
BRASÍLIA
– O Legislativo não vai abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo governo, disse hoje (24) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao discursar para empresários e parlamentares. No início do mês, o presidente do Senado devolveu ao Executivo a medida provisória que reduz a desoneração da folha de pagamento.

“O ajuste como está, tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da população”, afirmou Renan na abertura de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente do Senado defendeu a negociação como padrão a ser seguido em relação às medidas de ajuste como ocorreu, por exemplo, com a correção da tabela do Imposto de Renda. “Não é imposição de um lado e muito menos a rendição do outro”, ressaltou.

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