Cultura

Fotojornalista comemora 15 anos de carreira com exposição na CMI

A exposição ‘Um olhar jornalístico sobre o cotidiano’ é composta por 20 fotografias que registram lugares, pessoas e momentos únicos revelados pelas lentes do profissional

 

IPATINGA – Até a próxima sexta-feira (6), quem visitar a Câmara Municipal de Ipatinga poderá conhecer um pouco do trabalho e da trajetória do fotojornalista Wolmer Ezequiel. A exposição ‘Um olhar jornalístico sobre o cotidiano’ é composta por 20 fotografias que registram lugares, pessoas e momentos únicos revelados pelas lentes do talentoso profissional.
Em 1988, aos 17 anos de idade, Wolmer iniciou sua carreira no Diário do Aço como entregador de jornais. Depois de passar por outros setores na mesma empresa, em 1997 teve a oportunidade de iniciar suas atividades como fotógrafo.
“Fui chefe da Expedição do jornal, setor que encaminha os jornais para as bancas, assinantes etc, e depois passei para o laboratório de revelação em preto e branco. Foi aí que surgiu meu interesse pelo fotojornalismo”, lembra Wolmer.
Sobre a evolução da fotografia analógica para a digital, o fotojornalista acredita que o grande benefício foi o ganho de tempo na produção. Na exposição que está na Câmara e vai passar por outros locais da cidade, algumas fotos datam do início da carreira de Wolmer, tendo sido feitas ainda em filmes em preto e branco.
“Hoje não se perde mais tempo. Com a câmera digital você fotografa mais rápido e perde menos fotos. Algumas vezes você não tem tempo a perder, se o fato aconteceu e você não registrou, perdeu. E quando é um fato que há tempo para fazer, podemos fotografar e depois conferir se ficou legal. Então ganhamos em qualidade”, explica Wôlmer Ezequiel.
O fotojornalista destaca também a obstinação que deve ter o profissional da imprensa em busca da melhor imagem. Quanto à questão de ter que economizar nos ‘cliques’ no tempo da fotografia analógica, e hoje ser diferente, Wolmer discorda: “Nunca preocupei com isso não. Eu queria trazer a imagem, nem que gastasse um filme inteiro. E se a imagem ainda tivesse para acontecer, colocava outro filme. As empresas é que foram beneficiadas em termos de economia com a fotografia digital”.
Para definir as imagens que fazem parte da exposição, o fotojornalista partiu de um universo de mais de 60 fotos. Chegar às 20 que compõem ‘Um olhar jornalístico sobre o cotidiano” demandou muito trabalho. São fotografias feitas por Wolmer durante seus 15 anos de carreira.
As imagens destacam o dia a dia das pessoas da região, como no detalhe dos doces vendidos por um ambulante ou na silhueta de três pescadores durante o pôr do sol no ribeirão Ipanema. O esporte também é contemplado com um salto mortal de um jogador na comemoração de um gol e num ciclista que passeia tranquilamente pelas arquibancadas do estádio Lamegão.
“Como fotógrafo, Wolmer torna-se uma ‘extensão’ do cidadão, com seu olhar vigilante sobre as ocorrências do cotidiano procura mostrar novas realidades e ajudar a (re)construir a realidade”, define o jornalista Jackson Moreira Goulart, que foi editor do Diário do Aço e durante vários anos trabalhou com Wolmer Ezequiel.

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