Cidades

Especialistas debatem infecção hospitalar

No 2º Simpósio do HMVB, SES frisa importância de ampliar indicadores na notificação da Infecção Hospitalar

 

TIMÓTEO – Na última sexta-feira (30) e sábado (31), aconteceu no Hotel Green Valley, o 2º Simpósio em Infecção Hospitalar promovido pelo Hospital e Maternidade Vital Brazil. O evento foi aberto com a presença da diretora administrativa do HMVB, Vanide Alves, diretor clínico Renato Araújo, enfermeira presidente do Simpósio, Gilliárdia Moura, Superintendente da Regional de Saúde, Anchieta Poggialli e secretário de saúde de Timóteo, Fabiano Moreira.
Mais de 100 pessoas, entre estudantes e profissionais de saúde marcaram presença. Logo na abertura, a enfermeira especialista em epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde, SES, Nádia Campos Dutra, destacou as perspectivas e propostas para monitorar a infecção hospitalar na saúde de Minas Gerais. Entre os dados apresentados referentes ao ano de 2011, apenas 549 hospitais entre 711 do Estado possuem Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, CCIH.
De acordo com a enfermeira, o Estado não possui uma taxa calculada de infecção, já que existem inconsistências de dados enviados pelos hospitais, devido às distintas formas de avaliação e de indicadores utilizados. Mas em levantamento de 2011 da SES, apenas 80% dos hospitais mineiros possuem CCIH formalmente nomeadas, 44% não têm sistema de vigilância das infecções e critérios diagnósticos formais. Quase 50% não possuem programas de treinamentos e 54% não notificam infecções à Vigilância Sanitária.
“Uma das nossas prioridades é criar comissões mircrorregionais para padronizar os critérios diagnósticos para possibilitar comparações, melhorar o sistema de informação nos hospitais, como fluxo, banco de dados e tecnologia, incentivar projetos de segurança do paciente e conscientizar os gestores da importância do controle da infecção, já que ela reduz gastos futuros”, explica Nádia Dutra.
A médica infectologista do HMVB Carmelinda Lobato destacou que o HMVB está no caminho certo sobre os desafios listados. “Seguimos os protocolos clínicos seguros, realizamos uma administração segura de injetáveis, praticamos diversas campanhas internas e mobilização para higienização das mãos, auditorias antimicrobianas e mantemos o programa de treinamentos”, frisou.

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