Cidades

Denúncias anônimas ajudam PM a localizar entorpecentes

IPATINGA – Uma operação realizada por policiais militares da 152ª de Polícia apreendeu na manhã desta sexta-feira (24) quase 3 quilos de droga no bairro Canaã. A ação foi comandada pelo Sargento Pereira, após de denúncia anônima dando conta de que pessoas estariam traficando drogas em uma residência na rua Gálatas.
Durante as buscas, foram apreendidos 2,6 quilos de maconha, 250 gramas de crack, além de R$ 350 em dinheiro, possivelmente oriundos da venda dos entorpecentes, e três balanças de precisão. Um garoto e uma garota, ambos de 17 anos, foram apreendidos. Além deles, a dona da casa, A.P., 24 anos, foi presa, acusada de envolvimento no tráfico.

DROGAS
O Sargento Pereira relatou que no ato da abordagem, o menor foi encontrado com um cigarro grande de maconha. Os PMs acharam maconha no guarda-roupa e embaixo de uma cama. Na penteadeira, foram encontrados aproximadamente 200 gramas de crack e o dinheiro.
Segundo o policial, a menina foi conduzida porque estava na casa. Mas a jovem já foi apreendida outra vez por associação com o tráfico de drogas, no bairro Canaãzinho.
Além disso, o histórico da família leva a crer o envolvimento da menor na criminalidade; o irmão dela e o ex-namorado estão presos pelo mesmo crime. “O adolescente assumiu a autoria da droga. Agora, já a A. disse que não tem nada a ver. Mas, isso é brincar com a nossa inteligência porque a quantidade de droga é grande e ela diz que não sabe de nada e creio que ela está mentindo”, disse o sargento.

DEFESAS
A dona da casa A. disse que conheceu o adolescente há três dias e, na quinta-feira (23), ele pediu para ficar em sua casa. A acusada alega o tempo todo que não sabia em momento algum da existência do entorpecente dentro de sua própria residência. “Eu não mexi no quarto onde ele estava dormindo, por isso eu não vi. Ele chegou com uma mochila e eu não ia revistar a bolsa de ninguém, porque eu não sou polícia”, defende-se.
O garoto assumiu a autoria da droga e disse que o entorpecente seria vendido para pagar uma grande dívida com um traficante, que chega a aproximadamente R$ 30 mil. Questionado sobre como irá fazer para quitar o valor, o garoto respondeu: “Vou roubar mais, vender droga, uai, ou então fugir, sei lá”, respondeu.
A mãe da menina, que acompanhava a menor, estava inconsolável enquanto ela estava detida. Segundo a mãe, a menina nunca tinha sido presa por causa de drogas, mas sempre teve problemas de desentendimento nas ruas. “Achei que ela tivesse mudado depois que teve um filho. Dei muitos conselhos, mas nada adiantou. Por enquanto é melhor buscar ela na cadeia que levar para o cemitério”, chora a mãe. A menor tem um bebê de quatro meses.

Falta de CIA não impede a atuação de militares
Ipatinga
Diariamente, vários adolescentes são conduzidos para a Delegacia Regional de Ipatinga, por crimes como furtos, roubos, assaltos, tráfico e homicídio. Na prática, o que ocorre é que na maioria das vezes eles são ouvidos e liberados. Em casos de tráfico, muitos até assumem a autoria do entorpecente para acobertar um traficante maior.
Já ficou comprovado para as autoridades policiais locais que a principal causa de reincidência de adolescentes no crime é a falta de um Centro de Internação para Adolescentes. Mas, para a polícia, a problemática não pode ser justificativa para que as apreensões deixem de ser feitas. “Se eles forem liberados hoje, e amanhã cometerem novo delito, serão novamente apreendidos. Não é porque Ipatinga não tem um centro para menores que a polícia vai deixar de trabalhar. Quantas vezes forem necessárias, eles serão apreendidos e colocados à disposição das autoridades competentes”, conclui o sargento Pereira. 

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