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‘Dengue, chikungunya e zika:Três perigos e um mosquito a combater’

IPATINGA – “Dengue, chikungunya e zika vírus. Três perigos e um mosquito para combater” é a nova campanha da Prefeitura de Ipatinga para mobilizar a população no enfrentamento às doenças. A estratégia, que será trabalhada em 2016, objetiva reforçar a importância de cada cidadão separar 10 minutos por semana para vistoriar, limpar e eliminar os locais onde o mosquito Aedes aegypti se reproduz dentro de suas casas.

INSTITUTO OSWALDO CRUZ
O ciclo evolutivo do Aedes aegypti, do ovo à forma adulta, é de 7 a 10 dias. Portanto, ao agir uma vez por semana na limpeza de criadouros, é possível interromper o desenvolvimento do vetor, impedindo que os ovos, larvas e pupas do mosquito cheguem à fase adulta, e, assim, “frear” a transmissão das doenças. A proposta é baseada numa campanha do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), na estratégia adotada em Cingapura, que conseguiu interromper o pico de epidemia de dengue no país e está em sintonia com as ações do governo do Estado. Desde o ano passado, a Secretaria de Saúde trabalha este conceito junto à comunidade, em ações educativas, palestras e visitas domiciliares dos agentes de controle de endemias da Prefeitura de Ipatinga.

CUIDADOS ROTINEIROS

Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Telma Semirames reforça que a eliminação do Aedes é a maneira mais eficaz de se prevenir dengue, chikungunya e zika vírus. O trabalho é responsabilidade do poder público e também da comunidade. “A Prefeitura de Ipatinga mantém serviços de limpeza e coleta de lixo na cidade, investe na atualização dos profissionais e ações educativas. Mas cada cidadão é responsável pelo seu espaço, sua casa. Eliminar o mosquito exige cuidados simples e rotineiros, mas que não podem ser banalizados ou ‘esquecidos’”, pontua. A profissional completa que a colaboração de todos em conservar a limpeza das vias públicas e vizinhança também é fundamental.

SEM MOSQUITO, SEM DOENÇA
Para prevenir a dengue, chikungunya e zika é fundamental vistoriar todos os lugares e eliminar qualquer inservível que possa acumular água serve de criadouro para o mosquito. Alguns cuidados são: vedar reservatórios e caixas d’água; desobstruir e limpar as calhas; lacrar o lixo e descartar corretamente latas, potes e embalagens diversas; encher pratos de plantas de areia, virar baldes e garrafas vazias para baixo entre outros. Antes de trocar a água e ração dos animais é preciso lavar os vasilhames com água e sabão, passando a bucha, e secar. Isso porque os ovos do mosquito podem sobreviver até um ano sem água, aderidos nos frisos e laterais dos vasilhames. Ralos de pia, banheiro e lavanderia e vasos sanitários devem ser mantidos fechados. Se não for possível, a orientação é colocar um pouco de água sanitária ou sal grosso para “matar” a larva, medida que deve ser repetida até três vezes por semana.


Qualquer objeto que possa acumular água pode virar criadouro para o mosquito

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