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Cenibra identifica 360 espécies de aves e 40 de mamíferos em sua área

BELO ORIENTE – A Cenibra desenvolve uma série de ações para monitorar parâmetros ambientais que sirvam como indicadores de qualidade para a avaliação e acompanhamento das atividades operacionais. Os programas de monitoramento de água, solo, fauna e flora são desenvolvidos em parceria com universidades e organizações não-governamentais. Seus resultados são considerados no planejamento das atividades operacionais, bem como na definição de estratégias de conservação e proteção do patrimônio natural da empresa, composto por mais de 103 mil hectares de matas nativas. Esta área é povoada por uma rica fauna silvestre e conta com inúmeros lagos e cursos d’ água.
Os estudos preliminares que nortearam o monitoramento da fauna em áreas da Cenibra tiveram início em 2003 e prosseguiram por um ano. A partir de 2005, os estudos tiveram continuidade com o monitoramento sistemático, sendo realizados para identificar e caracterizar a fauna de aves e mamíferos presentes nas áreas da empresa.
Os trabalhos são desenvolvidos por meio de estudos realizados por amostragens em campo, abrangendo cinco regiões operacionais da Cenibra, tidas como mais representativas e indicadoras, quais sejam: Belo Oriente, Ipaba, Cocais, Santa Bárbara e Sabinópolis. Até o momento, foram identificadas 360 espécies de aves e 40 de mamíferos de médio e grande porte. Desses totais, 15 espécies de aves e 12 de mamíferos constam em listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção. Os estudos revelaram ainda uma composição de espécies predominantemente de hábito florestal, o que comprova a alta qualidade ambiental das áreas da empresa.
“Os resultados apresentados até o momento evidenciam a importância da silvicultura do eucalipto para a manutenção da biodiversidade. Além dos aspectos positivos relacionados à conservação do solo e da água, as áreas cultivadas em eucalipto funcionam como corredores de conectividade entre remanescentes de vegetação nativa existentes na região, permitindo a interação e o fluxo gênico entre as espécies da fauna”, avalia o biólogo e especialista do Departamento de Meio Ambiente e Qualidade Edson Valgas.

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