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Bola Preta e Banda de Ipanema levam milhões de foliões às ruas

RIO – O primeiro dia de desfiles de blocos foi encerrado por volta das 18h, com a Banda de Ipanema. Ela foi fundada em 1964, ano do golpe militar, pelo grupo do antigo Pasquim, tendo como fundadores Albino Pinheiro, Jaguar e Ziraldo. A Banda de Ipanema concentrava-se, à época, no Bar Jangadeiros, na Praça General Osório, em Ipanema. O Jangadeiros foi palco de vários movimentos que marcaram a cultura do país, como o Cinema Novo e a Bossa Nova.
Assim que a banda foi criada, seus integrantes desfilavam de terno branco e chapéu de palha. Albino e os demais fundadores satirizam as proibições culturais impostas pela ditadura militar.

TROPICALISMO
Além do Cordão da Bola Preta, se apresentou o Multibloco, que desfilou na Lapa com o tema Tropicalismo, adaptado ao ritmo de carnaval; Truque do Desejo, fanfarra de pagodes dos anos 90, que desfilou na Glória, zona sul da cidade; o Marcha Nerd, que tinha como tônica fantasias como o personagem da série Guerra nas Estrelas, Darth Vader, que desfilou pela Tijuca, e o Céu da Terra, que se concentrou no Largo dos Guimarães e desfilou em Santa Tereza.

CRIATIVIDADE
Os foliões aproveitam o Mulheres do Zeca, que traz clássicos de Zeca Pagodinho em ritmo de carnaval cantados por mulheres; o Toco-Xana, um bloco para “meninas que gostam de meninas”, segundo os organizadores, saiu às 15h em Botafogo.
São blocos e nomes para ninguém botar defeito: bandas de Madureira e da Freguesia, que sairam no fim da tarde nos bairros do mesmo nome; O Virilha de Minhoca, que desfilou no início da noite em Bangu, na zona oeste da cidade; e a Banda da Sá Ferreira, em Copacabana. Um pouco antes, às 16h, desfilou o Bloco do Barbas, em Botafogo. O Rebarbas saiu logo em seguida.

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