Cidades

Boatos provocam corrida a postos de combustíveis e supermercados

Fernando Benedito Jr.

(DA REDAÇÃO) – Os boatos de uma possível retomada da greve dos caminhoneiros estão provocando corridas aos supermercados, postos de gasolina e de gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha). Neste sábado, em Ipatinga, alguns supermercados registraram grandes filas e corrida dos consumidores às prateleiras para estocar produtos de primeira necessidade, temendo um novo movimento grevista. Os boatos, mentiras, fake news ou manifestações isoladas de radicais de direita que pedem intervenção militar através do WhatsApp, estão causando pânico na população a partir de um “terrorismo psicológico”, sem qualquer fundamento, que dissemina a confusão e a desinformação.

A reação da população, sem ter como checar a veracidade do conteúdo das publicações, acaba provocando um efeito reverso no processo de abastecimento de postos de postos de gasolina e supermercados.

Além disso, os consumidores acabam pagando um preço ainda mais caro pela crise do que aquele que já vão pagar em função da desastrosa política de preços de combustíveis (balizada pelo preço do barril internacional, cotado em dólar), praticada pela Petrobras e pelo governo golpista de Michel Temer. A ignorância também não deixa de representar um ganho extra para varejistas, atacadistas e supermercadistas que especulam com o desespero e falta de cautela da população.

Informações publicadas pela “Folha de S. Paulo” dão conta de que as convocações de nova paralisação feitas pelo WhatsApp e monitoradas pelo governo federal são feitas por um único caminhoneiro autônomo de orientação radical, Wallace Landim, o “Chorão”, que tentou reunir manifestantes em Brasília. Neste sábado, apenas 5 caminhões se concentraram em frente ao Estádio Mané Garrinha, na Capital Federal.

Enquanto isso, em várias partes do País, cidadãos que poderiam ter guardado seus parcos recursos para utilizá-los no momento certo ou em outras despesas familiares como escola, saúde, transporte, etc, gastaram tudo em supermercados para estocar em casa produtos de primeira necessidade, sem nenhuma necessidade.

Os usuários das redes sociais devem ficar atentos às desinformações “plantadas” nas diversas redes. Além de radicais de direita que defendem o intervencionismo militar (coisa bem improvável nos tempos que seguem); imbecis de todo tipo que defendem o fim dos políticos (como se o País pudesse se auto-governar ou ser governado pelos próprios cidadãos – em sua maioria mais corruptos que os políticos tradicionais), também espalham todo tipo de confusão e desinformação.

Uma boa forma de se precaver é ser inteligente, tirar suas próprias conclusões e parar de ser conduzido bovinamente por tudo que circula na internet.

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