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Fernando Benedito

"Não fosse tanto e era quase" (Paulo Leminsky) Imagem do Redator sobre o autor
31/08/2017 10h34

A invasão do meu espaço aéreo

Sou de uma época em que os circos, quando chegavam às cidades, desfilavam com seus elefantes e leões enjaulados (naqueles antanhos os circos ainda podiam enjaular as feras e utilizar animais) anunciando que o espetáculo ia começar.

Sou de uma época em que os circos, quando chegavam às cidades, desfilavam com seus elefantes e leões enjaulados (naqueles antanhos os circos ainda podiam enjaular as feras e utilizar animais) anunciando que o espetáculo ia começar. O dono à frente, de megafone na mão, seguido pelos palhaços, malabaristas e a mulher-monstro com sua barba espessa, chamavam o povo para as maravilhas que ocorreriam sob a lona.
Mas os tempos mudaram e atualmente outras maravilhas, como a do marketing moderno, substituíram os desfiles, que por isso só já eram uma atração grátis, uma pequena amostra do que viria pela frente. Hoje, a presença do circo, pelo menos do Circo Maximus, que estréia nesta sexta-feira dia 1º, no estacionamento do Shopping, fiufiu, é anunciado por meio de um avião com alto falante que fica sobrevoando a cidade. Demorei a descobrir de onde vinha aquele som, a princípio imaginei que viesse normalmente, dos carros de som, mas não, vem tonitroante do céu. Insistente. Vão lá, abastecem a avioneta e daqui a pouco estão de volta, fiufiu, aos céus da cidade com seu insistente chamado.
Não sei se tem uma lei pra isso, até porque a liberdade de expressão, de ir e vir, de propaganda, garante que certas coisa possam acontecer sem que se peça licença aos cidadãos que são obrigados a ouvir e tolerar a repetitiva e chata publicidade do Circo Maximus.
Além da invasão do meu espaço aéreo, aquele que fica sobre o meu quadrado, também invadem minha privacidade de forma acintosa. Diante daquele avião no céu e daquela voz onipresente, sinto-me impotente como se me visse diante de Deus. Não há o que fazer. A publicidade me lembra aquela que os nazistas faziam soltando panfletos dos aviões para conclamar o povo das cidades à rendição.
Rendo-me. Mas não sem a tentação de lembrar que muitos daqueles aviões hitleristas foram abatidos a tiros de bazuca pela resistência. Fiufiu.

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular.

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