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Douglas Freitas

Douglas Freitas Imagem do Redator sobre o autor
26/01/2017 06h04

Cada macaco no seu galho

Fico realmente consternado ao ler que alguns de nós, conterrâneos do Vale do Aço, têm se lançado numa caçada pouco inteligente a macacos como se coubesse a eles a responsabilidade pela recente epidemia de Febre Amarela

Somos mesmo um tipo estranho, que merecia ser estudado por outros que não nós mesmos, para que houvesse o distanciamento necessário para a crítica mais cruel e a sentença menos desejada. De sabedoria, nós sapiens demonstramos vez ou outra usar muito pouco, tendo ao longo de toda uma existência assumido o protagonismo em genocídios (sustentados numa suposta superioridade que não existe) e em extermínios (seja por capricho, defesa ou pura ignorância).
Mas o bom aprendizado é justamente essa capacidade de passar o melhor de nós para frente. Crescer com erros e evitá-los sempre que possível, mostra inteligência, perspicácia e bom senso de sobrevivência. É o que nos manteve - e ainda nos mantém! - a salvos neste mundo tão interligado.
É pela capacidade de aprender com sua própria história, que fico realmente consternado ao ler que alguns de nós, conterrâneos do Vale do Aço, têm se lançado numa caçada pouco inteligente a macacos como se coubesse a eles a responsabilidade pela recente epidemia de Febre Amarela no Espírito Santo e Minas Gerais.
É a nossa velha mania de criar historinhas com vilania e papel de herói bem definidos, mas sinto desapontá-los com o que escrevo: não, os macacos não são os vilões da vez, nem podem ser acusados de qualquer outra doença das quais são tão, ou talvez ainda mais, vítimas fatais! Eliminá-los mostra profundo desconhecimento e irresponsabilidade para uma cadeia indivisível que acaba por afetar a todos nós, incluindo você que lê a este texto. É também símbolo de uma suposta superioridade, como se de fato pudéssemos manipular o ecossistema.
Torço e peço para que este seja o primeiro assunto abordado pelos professores no retorno às aulas. Vamos propagar para nossas crianças que somos parte, não donos da natureza. Utilizemos a educação como vetor de disseminação de uma informação precisa e realmente eficaz para o combate do mosquito Aedes Aegypti, aquele velho conhecido também responsável por diferentes tipos de Dengue, Chikungunya e Zyka. E que seja também o começo de uma conscientização verdadeira, que gere perpetuidade em nosso entorno, e que não percamos tempo tentando achar vilões para uma responsabilidade que é basicamente nossa.

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