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Douglas Freitas

Douglas Freitas Imagem do Redator sobre o autor
18/01/2017 11h26

Pedras

Encontramos pedras no caminho. A maioria delas sem valor algum e que, por mais difícil que seja de acreditar, não está ali apenas para nos atrapalhar

No meio do caminho de Carlos Drummond de Andrade havia uma pedra. Foi justamente ela, essa bendita pedra, que permitiu que ele escrevesse talvez o melhor de seus poemas.
Pedras, as vezes tão duras e outras delas tão frágeis. A pedra que o namorado apaixonado lança na janela da sua amada no meio da madrugada ou aquela que leva a morte quem se opõe a uma interpretação religiosa extremista. A pedra que constrói o alicerce de nossas vidas, a mesma que sob a pontaria precisa de um garoto, e seu estilingue, acerta em cheio o pássaro que voa livremente. Pedras que custam muito, tão preciosas quanto inalcançáveis, ou que aparentemente não valem nada, mas que carregam puro significado para quem as possui. Não são as mesmas pedras que, como parte de uma mistura, tornam-se muros, pisos, paredes e tetos que oferecem a proteção de que precisamos?
Pedras que são parte de uma estrutura sólida, firme e imponente, ou já sedimentas em um processo natural, finas, pequenas e frágeis. Não há rocha, por mais firme que seja, que não se granule um dia. Como tudo na vida...
Encontramos pedras no caminho. A maioria delas sem valor algum e que, por mais difícil que seja de acreditar, não está ali apenas para nos atrapalhar. Desviar um pouquinho, ou se esforçar para movê-las, faz parte do processo natural de nossa própria sedimentação e consolidação neste planeta.
Quem sabe se nos quebrarmos mais, se não tivermos medo de expor a fragilidade e pequenez nossa presença por aqui, quem sabe se soubermos simplificar essas rochas tão duras e impenetráveis que nos tornamos, não conseguiremos enxergar como somos parte de um Pico do Ana Moura, do Ibituruna ou mesmo de montanhas sem fim? Nem tudo é vale e sossego... Viver exige adaptações, consciência e soma.
Movendo nossos pontos de vista e enxergando outros caminhos iremos adiante. Pedras podem ser quebradas, paredes construídas… É tudo uma questão de querer, de não ter medo dos possíveis desvios, de estar preparado para pular algumas coisas não tão legais e de ter a maturidade para juntar tudo em uma ser humano que é uma verdadeira fortaleza.

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