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Fernando Benedito

"Não fosse tanto e era quase" (Paulo Leminsky) Imagem do Redator sobre o autor
07/02/2017 10h43

E esse outro aí, no STF

O que não é normal é uma pessoa que nutre e estimula o ódio de classe ser indicado para ministro do Supremo Tribunal Federal por um governo que começa a ser julgado por este mesmo tribunal no contexto de uma gigantesca operação de combate à corrupção. Fernando Benedito Jr.

De todas as perspectivas que se olha, a indicação de Alexandre Moraes por seu chefe Michel Temer para a suprema Corte do País é aceitável. Menos moralmente. Tudo bem que ele é formado em Direito, professor da matéria, tem livros publicados (o que em tese pode implicar em algum notório saber jurídico), filiado ao PSDB, etc. Tudo isso é normal. O que não é normal é uma pessoa que nutre e estimula o ódio de classe ser indicado para ministro do Supremo Tribunal Federal por um governo que começa a ser julgado por este mesmo tribunal no contexto de uma gigantesca operação de combate à corrupção que envolve as principais figuras da República e, principalmente, do governo ao qual pertencem – indicado e indicador.
Entre os defensores de sua indicação, os argumentos são múltiplos, mas quase sempre se resumem a um só, esbarram no mesmo limite: “O Collor indicou Marco Aurélio de Mello”, “O Lula indicou o Toffoli”... Realmente, todo mundo foi indicado por alguém e as indicações são políticas, nem sempre tendo o saber jurídico como critério principal. Nem sempre também os indicados seguem fielmente seus padrinhos e os defendem nos processos que costumam enfrentar no Supremo, até porque tem o instituto da suspeição para se julgar determinadas causas envolvendo juízes e réus conhecidos, apadrinhados.
Muito relativo também esse lance do notório saber jurídico, porque o notório saber é utilizado de conveniência, à esquerda, à direita e ao centro. É igual o caso do presidente da Câmara Municipal que pediu um parecer ao procurador da Egrégia Casa:
- Contra ou a favor, senhor presidente?
Temer é constitucionalista, mas rasgou a Constituição para depor Dilma de forma pusilânime. Anastasia também tem notório saber jurídico, mas forjou uma peça de ficção (o relatório do impeachment) para justificar as pedaladas e a cassação da presidenta eleita pelo voto direto. Constitucionalistas podem ser golpistas!
Esse outro aí, que ora é indicado para o Supremo Tribunal Federal é descarado. Não tem nenhuma vergonha na cara para defender seus pensamentos punitivistas e moralistas à la Bolsonaro, como se pena de morte e cadeia fossem a solução para os males do banditismo que assolam o País, como se estes males não estivessem muito mais entranhados na estrutura do Estado corrupto do que na sociedade do mal (os pobres) – agora tem isso, né? Cidadão do bem e cidadão do mal. A sociedade não é mais dividida em classes, mas numa dicotomia, numa dualidade maquiavélica, onde pobre é o diabo e os ricos são os santos. Pelos menos é o que se vê por aí, porque só pobre rouba, só pobre mata, só pobre usa crack, só pobre dá, só tem bicha pobre... Já essa gente abastada é tudo cidadão de bem, não dá, não bebe, não fuma, não cheira, não rouba (pouco), tá na missa todo domingo.
Bom, mas isso é outra conversa. O que importa mesmo é esse novo ministro no STF. Coisa bacana que vai ser ele e o Gilmar Mendes apreciando toda a trabalheira que o Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato teve para desmontar os grandes esquemas de corrupção no País. Ou vão sangrar o Lula até ele falar que aquele apartamento e aquele sítio de Atibaia são dele, mais a Friboi, a Oi, o pedalinho, ou vão anistiar o Cunha, o Jucá, o Renan Calheiros, o Temer. Sérgio Moro que se cuide, pode acabar preso numa dessas reviravoltas conspiratórias, em que um Teori Zavaski, morto em acidente aéreo, é substituído por esse outro douto senhor das leis.
Em linhas gerais, é o que temos para hoje.

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