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Fernando Benedito

"Não fosse tanto e era quase" (Paulo Leminsky) Imagem do Redator sobre o autor
11/10/2016 11h33

Os pobres e a herança maldita

A última mordida das “hienas” não foi no banquete para 400 talheres oferecido por Michel Temer, foi um dia depois, na garfada final, com a aprovação da PEC 241.

As “hienas” que até ontem compuseram o governo petista, agora dizem que estão consertando o País. É aguardar para ver.

Desde a deposição de Dilma Rousseff, os brasileiros estão vendo, alguns passivamente, outros aplaudindo, a destruição da democracia e das políticas públicas que beneficiavam as classes mais pobres no Brasil. E são exatamente os mais pobres que estão passivos ou aplaudindo as ações das “hienas” que estão a devorá-las um pouco a cada dia. A última mordida não foi no banquete para 400 talheres oferecido por Michel Temer, foi um dia depois, na garfada final, com a aprovação da PEC 241. Para os mais pobres vão sobrar as migalhas que caírem da mesa do banquete. Por enquanto, parecem se contentar com elas, porque ainda não retornaram à linha de pobreza em que estavam há pouco mais de uma década, antes de serem implementadas políticas públicas como o Sistema Único de Saúde, Bolsa-Família, Programa de Aceleração do Crescimento, Minha Casa, Minha Vida e várias outras iniciativas estruturantes como os que reformaram portos e aeroportos e, por que não, iniciaram a duplicação da BR-381. Nada disso vai existir mais. O Brasil não vai precisar de Mais Médicos.
Pode-se pensar que não tem jeito de piorar, mas desde o golpe que depôs Dilma, temos visto claros sinais de que a descida ao fundo do poço não tem fim. Pelo menos para os pobres e remediados. É interessante observar que grandes escoadouros, os maiores ralos do dinheiro público vão continuar abertos. No banquete com os deputados, em nenhum momento, se falou em cortar os gastos com verbas de gabinetes parlamentares, salários de deputados e senadores, passagens aéreas, emendas parlamentares (daí vão sair as obras para as cidades, porque assim se mantém os currais eleitorais das oligarquias e também se mantém os deputados e senadores encabrestados – num novo tipo de mensalão). Não se falou emcortar gastos com as Assembléias legislativas, outros grande escoadouros estaduais; com as câmara municipais e, principalmente, com os ministérios públicos e tribunais de Justiça, que, de alto a baixo no Brasil, com seus salários e penduricalhos exorbitantes, são os que mais torram dinheiro público no País. Não se falou em taxar grandes fortunas (até porque estão em off shores nas Caymann, Turks e Kaikos, Suíça, Mônaco ou em Miami), nem em cortar os encargos de dívida pública com bancos privados.
Numa semana entregam o pré-sal às multinacionais do petróleo, na outra detonam com a Constituição, na semana seguinte desmontam a Previdência, no fim do mês “flexibilizam” a CLT.
E vão cortando só a “herança maldita”, isto é, os programas sociais implantados pelos governos do PT e as conquistas históricas dos “de baixo”.
Esse negócio de “herança maldita” é outra coisa curiosa. Ninguém quer uma herança maldita, uma coisa ruim demais. No entanto, os usurpadores e golpistas foram lá e tomaram o governo de assalto, depuseram Dilma e ficaram com o poder para si, que, no caso, é o butim do saque. Agora, vem a dizer que tem uma “herança maldita”. Até onde se sabe, herança é uma coisa que se passa adiante, que é transmitida. Herda-se o que o outro deixa para ser transmitido adiante. Quando se toma a coisa, quando se apoderam dela violentamente, usurpando-a, não é herança. É roubo, é golpe, é usurpação, qualquer outra coisa que não seja herança. E, no caso, esse rótulo de “maldita” é só um ponto de vista, uma percepção que a maioria da população não vai demorar a ter, porque as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista começarão a ser sentidas na pele em breve, quando começar a faltar a cesta básica, o remédio da Farmácia Popular, as obras ainda que mínimas, as creches e os recursos para as creches, os recursos para os idosos, para os programas habitacionais, etc, tudo isso sob os aplausos ou o silêncio perplexo dos pobres, dos remediados e dos togados.

(*) Fernando Benedito Jr é editor do Diário Popular.

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