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Fernando Benedito

"Não fosse tanto e era quase" (Paulo Leminsky) Imagem do Redator sobre o autor
04/10/2016 10h51

Descaminhos da humanidade

Em nível mundial, parece estar se encerrando um ciclo de políticas que, boas ou más, estão sendo rejeitadas para dar lugar a uma gigantesca onda conservadora. os indicativos parecem nos guiar diretamente para algo muito parecido com a solução final. Politicamente apocalíptica.

Algo de muito estranho está acontecendo no mundo. Evidente que uma onda conservadora se alastra pelos continentes arrastando para a escuridão todas as vitórias e conquistas progressistas que a humanidade obteve até agora. Mas algumas coisas parecem absurdos dignos das literaturas surrealistas e fantásticas, como aquelas narradas pelo colombiano Gabriel Garcia Marquez. Vem se seu país, a mais estranha delas. Em referendo popular, o povo diz “não” ao acordo de paz celebrado entre as Farc e o governo para por fim a uma guerra civil que perdura há mais de meio século e já matou milhares de pessoas. No Brasil, depõem uma presidente legitimamente eleita, que não cometeu nenhum crime (senão governar mal), num golpe cometido por quadrilheiros e corruptos. Na Europa, os deputados do Parlamento Europeu aprovaram novas regras sobre controle das exportações de produtos e medicamentos que possam ser utilizados em situações de tortura e pena de morte em todo o mundo. Segundo nota publicada pelo Serviço de Estudos do Parlamento Europeu, são fenômenos (a tortura e a pena de morte) que continuam afligindo um número significativo de países, e o comércio de instrumentos de tortura está crescendo. O objetivo das novas regras é evitar que as exportações da União Europeia (UE) contribuam para violações dos direitos humanos em outros países. O regulamento institui restrições no comércio de bens que poderiam ser usados para a tortura, execuções e tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Ou seja, sabe-se que existe a tortura e a medida tomada contra ela é sua amenização. O Parlamento Europeu quer amenizar a tortura.
Nos EUA, cresce a candidatura de Donald Trump com seu discurso conta os imigrantes, anti-árabe, pela preservação dos empregos, pelo fechamento de fronteiras e outras atitudes reacionárias e ultraconservadoras que apelam para absurdos como a construção de grandes muros. O pior é que os discursos encontram respaldo na opinião pública.
A decisão dos ingleses, para citar outra medida adotada com aprovação popular, de sair da União Europeia, vai na contra mão de tudo que já se construiu até hoje para unificar e pacificar uma região onde os conflitos já levaram a duas guerras mundiais e a carnificinas – como a Guerra dos Bálcãs – que dizimaram milhões de pessoas. Tudo em defesa de ideologias e políticas ultranacionalistas, separatistas e étnicas que só atrasaram o avanço da humanidade.
O resultado das eleições municipais no Brasil, também produzido pela vontade popular, é outra realidade que nos remete diretamente ao caminho do obscurantismo, do sectarismo e do atraso político, intelectual, social e econômico. Não que a esquerda seja a solução para o progresso – como se viu, pode não ser –, mas ao escolher a não-política, o eleitor, na maioria dos casos, acabou optando pelo pior para si mesmo. Fazer quê?
Em nível mundial, parece estar se encerrando um ciclo de políticas que, boas ou más, estão sendo rejeitadas para dar lugar a uma gigantesca onda conservadora. Contudo, algumas mudanças perpetradas ao longo dos anos podem ser mais duradouras e contribuir para evitar que se chegue ao fundo do poço. Caso contrário, os indicativos parecem nos guiar diretamente para algo muito parecido com a solução final. Politicamente apocalíptica.
Sigamos ao cadafalso.

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