Nacionais

Audiência pública discute novo modelo de transporte público

Os vereadores querem um novo Edital de Licitação “que contemple as reais necessidades dos usuários” (Crédito: ACS CMI)

IPATINGA – Audiência pública promovida na quarta-feira (21) pelo vereador Agnaldo Bicalho (PT) deu o pontapé inicial nas discussões sobre os novos parâmetros do transporte público a serem adotados no município e abriu ao público presente a possibilidade de se manifestar.

Parlamentares integrantes da recém-criada Comissão Especial para acompanhar os trabalhos, presidida pelo próprio Agnaldo, também participaram, além de secretários do governo municipal, representantes da empresa Autotrans e da sociedade civil.

Os vereadores esperam que os problemas apontados ao longo das semanas que antecedem o fim do contrato sejam superados com a montagem de um novo edital de licitação “que contemple as reais necessidades dos usuários”.
No entanto, o vereador Agnaldo lembrou que a lei orgânica abre a possibilidade para que o serviço seja administrado diretamente pelo município ou por mais de uma concessionária.

SEM FISCALIZAÇÃO
Agnaldo Bicalho disse que o transporte público perdeu qualidade nos últimos anos e atribuiu parte do problema à falta de fiscalização, “mas que o momento é propício para que o Legislativo cumpra seu papel de ajudar a construir uma proposta de melhoria”.
“O serviço é tercerizado, mas a concessão é pública e tem que ser fiscalizada. Sabemos que o transporte público hoje aqui em Ipatinga não está bom. E o nosso papel aqui no Legislativo é trabalhar por uma série de propostas que traga melhorias a quem utiliza esse serviço público”, disse.

CONSELHO
Ele elogiou a reativação do Conselho do Transporte e Trânsito de Ipatinga pela Prefeitura, cujo objetivo é a participação popular na elaboração das políticas sobre trânsito e mobilidade urbana. “O conselho é um órgão importantíssimo e trará de volta a participação popular”.
O parlamentar voltou a criticar o não cumprimento pela empresa concessionária da lei que trata da bilhetagem eletrônica, disse também que o número de ônibus é insuficiente e que as passagens são caras “para um percurso curto demais”.

Para o vereador Roberto Carlos (PV) “a administração pública precisa de um sacode, pois a insatisfação dos usuários é grande. A população quer o modelo que ela deseja e o papel do Executivo é atendê-la. Ipatinga não consegue criar um modelo de transporte satisfatório, reflexo da má qualidade do serviço público”, disse.
Ele disse que Ipatinga perde por não realizar obras de mobilidade urbana e que, nesse ritmo, a cidade não terá condição de ser subsede da Copa do Mundo.

CICLOVIAS
O vereador Nilsin da Transnil (PRTB) teve um de seus projetos de lei citado durante a audiência. O projeto apresenta uma série de diretrizes que o governo municipal será obrigado a seguir, como a ampliação da infraestrutura e a integração da malha cicloviária no município. Também é prevista no texto a locação de bicicletas em vários pontos da cidade e a criação do Conselho Municipal de Política Cicloviária, cujo objetivo seria assessorar as secretarias envolvidas na implementação dessas políticas.

Você também pode gostar