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Aécio diz que presidenta faz autoelogio e campanha na TV

BH – Aécio Neves reagiu à nova aparição da presidente Dilma Rousseff em cadeia de rádio e TV, ontem à noite, em mensagem aos brasileiros. “Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral”, afirma a nota do senador.
Para o presidente do PSDB, Dilma apresentou um cenário róseo da realidade do país e se omitiu sobre os graves problemas que os brasileiros se verão obrigados a enfrentar em 2014. “Nenhuma palavra sobre as famílias vítimas das chuvas e as obras prometidas e não realizadas. Nenhuma menção à situação das empresas públicas, à inflação acima do centro da meta, ao pífio crescimento da economia. Nenhuma menção à situação das estradas, à crise da segurança e à epidemia do crack que estraçalha vidas”, declara.
Aécio chama de “ilha da fantasia” o país a que a presidente se refere no pronunciamento, ilha na qual a qualidade do ensino melhorou e a criação de creches pode der comemorada. “Enquanto isso, no Brasil real”, menciona a nota do senador, “os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário: o analfabetismo parou de cair e, das 6 mil creches prometidas por ela em 2010, apenas 120 haviam sido entregues até outubro.”
O excesso de aparições mediáticas bancadas pelo dinheiro público também é apontado por Aécio. “Essa nova e abusiva convocação de rede de rádio e televisão é mais uma demonstração da falta de limites de um governo que acredita que a propaganda e o ilusionismo podem demonstrar força, enquanto, na verdade, só acentuam a sua fraqueza”, encerra a nota.
Este foi o 7º pronunciamento do ano da presidente Dilma em cadeia nacional de rádio e TV e o 17º desde 2011, segundo reportagem do “Estado de S. Paulo” desta segunda-feira (30/12). Os presidentes que a antederam, Lula e Fernando Henrique, registraram uma média inferior a três pronunciamentos de TV anuais. O jornal também informa que, em dezembro de 2012, o valor gasto pelo governo para produzir um pronunciamento passou de R$ 58 mil para os atuais R$ 90 mil — um aumento de aproximadamente 56%.

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